2022

Orçamento

Portugal gastou quase três milhões

O projecto da candidatura ibérica custou perto de sete milhões de euros, distribuídos à proporção de 60% para Espanha (cerca de 4,2 milhões de euros) e 40% para Portugal (2,8). Montante que começou a ser gasto desde o dia em que os presidentes das duas federações se encontraram em 2007. Desde então os pagamentos sucederam-se com os estudos de viabilidade, acções de promoção nacional e internacional, contactos, deslocações, contratos, e toda uma série de burocracias que permitiram apresentar o dossier que ontem foi a votação. A grande maioria do dinheiro saiu dos cofres das federações de futebol e de patrocinadores, mas os governos também foram chamados a contribuir.

ELEIÇÃO

Candidatura luso-espanhola conta com nove votos à partida

A candidatura ibérica é à partida a candidatura favorita para organizar o Mundial 2018. Fazendo as contas ao sentido de voto manifestado pelos 22 membros do Comité Executivo, chegamos à conclusão de que na primeira ronda Portugal e Espanha deverão ter nove votos, contra seis da Inglaterra, três da Rússia e outros tantos para Holanda e Bélgica. No entanto, falta saber, em concreto, qual a simpatia do presidente da FIFA, Sepp Blatter.

Mundial 2018

Futebol 'passa ao lado' de José de Guimarães

O logótipo da candidatura ibérica foi inspirado na obra do português José de Guimarães (e do espanhol Miró). Um orgulho para o artista plástico, que não é muito dado a essas "coisas" do futebol. "Sabia que havia uma intenção de Portugal organizar um Mundial de futebol com Espanha. Mas é com muita satisfação que vejo o meu nome associado a isso", disse ao DN. E, apesar de o futebol não lhe dizer nada, sabe bem quem é Ronaldo e Mourinho, "dois nomes associados ao mais belo e inspirador que há no futebol". "Gosto de ver um excelente jogo de futebol com o mesmo prazer com que ouço música clássica, rock ou assisto a uma ópera. Mas não tenho clube. O único pelo qual torço alguma coisa é pelo Vitória de Guimarães, porque é da minha terra", revelou.

Suborno

Venda de votos a lóbi americano

O jornal Sunday Times deu início a uma série de polémicas em torno da atribuição da organização dos Mundiais de 2018 e 2022 com o publicação de uma reportagem, na qual dois jornalistas se fizeram passar por membros de um lóbi a favor da candidatura norte-americana. Os dois repórteres terão mesmo gravado as abordagens a dois membros do Comité Executivo da FIFA - participam na escolha das candidaturas vencedoras - que terão oferecido os seus votos a troco de dinheiro.