Stock da Cunha: A votação na PT "foi um decisão profunda, não de ânimo leve"

Eduardo Stock da Cunha garantiu que o sentido de voto do Novo Banco na PT foi ponderado e refletiu, sobretudo, os interesses da instituição financeira que preside.
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"A deliberação do Novo Banco ocorreu na véspera da assembleia geral com base numa série de elementos e com base nos cenários", explicou Stock da Cunha, presidente do Novo Banco, na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES).

"Nós no Novo Banco sabemos o que é teoria e praticalidade Foi um decisão profunda, não foi de ânimo leve", reforçou o presidente do Novo Banco que garantiu que a decisão foi bastante ponderada.

Stock da Cunha acrescentou que "o objetivo primário é a defesa dos interesses do Novo Banco. O banco tem de maximizar o seu valor até à data da venda. Esta era a solução que melhor protegia os interesses do Novo Banco. E que era uma decisão de gestão e que também protegia o futuro da empresa PT Portugal".

O presidente do Novo Banco salientou que "se todo o mundo está avisado e só aparecem 44% esses estão legitimados".

Confrontado com as declarações que já tinha prestado na comissão onde indicava que se a PT "era uma empresa estratégica tinha de sair da alçada do Novo Banco", Stock da Cunha adiantou: "Se os 12,5% que o Novo Banco tem na PT SGPS tem um valor que ultrapassa a missão do Novo Banco, ou seja, então temos uma inconsistência que tem de ser resolvida e não vou ser eu que a vou resolver".

O presidente do Novo Banco reforçou: "Eu não posso estar simultaneamente a tomar uma decisão sob aquilo que é o meu mandato e estar a tomar uma decisão que não tem nada haver".

Questionado se alguma vez esteve reunido com algum elemento da Altice, Stock da Cunha revelou que esteve antes de novembro, por uma única vez. "No inicio do processo havia uma constatação de que a Oi não tinha arcaboiço financeiro para aguentar", ou seja "necessitava de melhorar a sua estrutura financeira e que havia este candidato".

Stock da Cunha revelou que o que "exprimimos foi que não estávamos satisfeitos". "Se tenho alguma pena que não tenham aparecido mais? Tenho".

O presidente do Novo Banco adiantou: "a nossa análise é que a solução da Oi ser obrigada a manter a PT Portugal nas mãos era uma solução má para Oi e que não é boa para a PT Portugal". Além disso, "não se pode vender uma empresa sem perguntar ao mercado. A PT Portugal terá estado no mercado durante dois ou três meses".

Para Stock da Cunha "mesmo assim conseguiu-se uma melhoria das condições".

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