60 concelhos em situação de calamidade. Marcelo defende criação de comissão técnica independente

Depressão Kristin passou por Portugal continental na quarta-feira, 28, e deixou um rasto de destruição. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
60 concelhos em situação de calamidade. Marcelo defende criação de comissão técnica independente

Líder da IL diz que não se pode deixar as pessoas à sua sorte

A presidente da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, criticou hoje o Governo por ter deixado a população “completamente à sua sorte”, acusando-o de ter falhado tanto no alerta para a passagem da depressão Kristin, como depois na resposta.

“Em termos de resposta falhou mesmo muita coisa e acho que é importante que se tenha a noção de que não se pode deixar as pessoas completamente à sua sorte. O Estado nestas matérias é essencial e não pode falhar, mas infelizmente tem falhado”, destacou.

Em declarações à agência Lusa, à entrada para a reunião do Conselho Nacional, que decorre ao longo do dia em Coimbra, Mariana Leitão afirmou que já não é a primeira vez que o Governo falha em situações deste género, demorando a reagir e a coordenar-se.

“Ora, o país não é um simulacro e o Governo não é um centro de estágios. Tem de haver, obviamente, planos de contingência, formas de atuar quando estas situações acontecem e isso tem de estar previsto”, acrescentou.

No seu entender, é revoltante perceber que a mensagem que passam é de que é preciso tirar lições.

“Não podemos, a cada calamidade e a cada catástrofe, estar a tirar ilações. Já houve situações no nosso país que exigiam resposta por parte da Proteção Civil, dos bombeiros, uma ação coordenada das forças de segurança, de militares, etc, e isto tem de estar previsto”, avisou.

Segundo a líder da IL, o país tem de estar preparado para lidar com situações que não se controlam, mas em que se controla a forma como se reage.

“Quem é que está a comandar as operações? Quem é que está a garantir que há auxílio às pessoas? Sabemos que os presidentes de Câmara têm feito um trabalho extraordinário, mas os presidentes de Câmara também não conseguem fazer tudo, não têm meios para fazer tudo, e é aí que entra o Estado Central, que entra o Governo”, evidenciou.

Para além da resposta tardia, Mariana Leitão diz ainda que o Governo respondeu de forma confusa e “muito desarticulada”.

“Ontem [sexta-feira] apareceram lá os ministros todos, mas a fazerem o quê, o que é que está a ser preparado, o que é que está a ser planeado, como é que estão a correr as operações no terreno e quando é que vamos ter as coisas resolvidas? Quando é que vai ser restabelecida a eletricidade, a água, as telecomunicações, não há qualquer previsão de nada e isso é grave”, indicou.

A presidente da IL apontou ainda o dedo ao facto de a ministra da Administração Interna ter estado “completamente desaparecida”, quando tem uma responsabilidade acrescida de comunicação para com as populações.

“Cada vez que há uma situação com esta gravidade, é ela que deve dar a cara e, de facto, do ponto de vista comunicacional falhou redondamente”, alegou.

Mariana Leitão aludiu ainda “a mais um episódio caricato”, agora com o ministro da Defesa, Nuno Melo.

“Deslocou-se a um local onde estavam militares a operar e em que, pelos vistos, estiveram lá só para a fotografia e a seguir desmobilizaram completamente. Portanto, é preciso perceber também qual é o nível de envolvimento das nossas Forças Armadas, o que é que estão a fazer, se estão de facto a auxiliar”, questionou.

Lusa

Câmara de Leiria defende prolongamento da situação de calamidade

O presidente da Câmara de Leiria defendeu hoje que a situação de calamidade devia ter sido declarada “mais cedo” e que deve prolongar-se além de domingo, e criticou a “enorme confusão” na resposta às zonas afetadas pela depressão Kristin.

“Aquilo que aconteceu a seguir à tempestade foi uma intervenção que gerou uma enorme confusão em muitas cabeças de quem só pensa em Lisboa, esquecendo-se que o país e a região Centro em especial, onde há muita economia, onde vivem muitas pessoas […], se viu destruída de um dia para o outro”, declarou o autarca Gonçalo Lopes (PS), à margem de uma ação de voluntariado para limpar a cidade de Leiria.

O autarca leiriense reforçou que há “prejuízos enormes” na região de Leiria, defendendo que os políticos deviam olhar para os problemas imediatos das pessoas e com maior proximidade, inclusive com a pronta mobilização de militares das Forças Armadas para as zonas afetadas.

“E aquilo que eu tenho assistido nos últimos dias é um carrossel de pessoas a vir a Leiria como se um jardim zoológico se tratasse”, criticou.

Gonçalo Lopes escusou-se a esclarecer de que políticos se refere, revelando que “não tem a ver com política nem partidária, nem de governo”, e garantindo que não se dirige nem ao Presidente da República, nem ao primeiro-ministro, porque ambos, “desde que tiveram noção de que tinham de intervir e que tinham de estar no terreno, vieram e mobilizaram recursos e estão disponíveis para colaborar com Leiria”.

“Tenho o máximo respeito por todos os políticos do Governo, que estão solidários com o Leiria. Vou precisar do Governo para reerguer Leiria. Vou precisar de um Governo forte, sensibilizado e próximo das pessoas […]. Acho ridículo quando alguém quer oferecer meia dúzia de garrafas de água e que se filma para trazer numa carrinhazinha pequenina a ajuda ao distrito e ao concelho de Leiria”, declarou.

Questionado se se refere ao candidato presidencial André Ventura, também líder do partido Chega, o presidente da Câmara de Leiria não confirmou, mas avisou: “Aproveitar o que está a acontecer para fazer campanha, não. É uma ofensa a quem está a sofrer, a quem está há mais de dois dias sem água, sem luz, com dificuldades extremas.”

Sobre a resposta às zonas afetadas, Gonçalo Lopes afirmou que o decreto de situação de calamidade “devia ter vindo mais cedo e, seguramente, irá prolongar-se durante mais tempo”.

Na quinta-feira, o Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de domingo para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Sem ter a certeza se a vigência da situação de calamidade vai ser prolongada, o autarca de Leiria realçou que tem a “perceção clara” de que é necessário no concelho e na região de Leiria, até porque no domingo se preveem chuvas intensas e, novamente, ventos fortes.

“É natural que muitas das estruturas que não estão seguras precisam de mais tempo para podermos intervir. Precisamos de um grau de prontidão que se mantém elevado durante os próximos dias. Leiria tem também um rio que tem sido disciplinado dentro das suas margens e que já galgou as margens”, expôs, enquanto há helicópteros a sobrevoarem a cidade para “ver, mais uma vez os telhados desterrados, o rio a transbordar”.

O autarca frisou que, “se houve um primeiro momento em que não houve a noção da dimensão do problema”, agora está mais que identificada a calamidade que a região enfrenta.

Neste âmbito, Gonçalo Lopes apelou à população de Leiria que se mantenha unida para reerguer o concelho, assegurando que “não há aqui leirienses de primeira nem de segunda” e reforçando que tem de existir espírito de entreajuda na comunidade.

“Isto é um ambiente de guerra”, realçou o autarca, referindo que em Portugal “há pouca gente preparada” para responder a catástrofes naturais desta dimensão e considerando que tem de haver “uma mudança de mentalidade profunda naquilo que é a lógica da proteção civil”, até para responder ao contexto de guerra no mundo.

Apesar das dificuldades, o autarca de Leiria manifestou confiante com a recuperação do território: “Acredito perfeitamente que se há um sítio onde Portugal está preparado para reagir melhor ao que aconteceu é o meu concelho.”

Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa defende criação de comissão técnica independente

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje a criação de uma comissão técnica independente para fazer uma avaliação da passagem da depressão Kristin por Portugal continental.

Durante uma visita ao parque de campismo da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, Marcelo Rebelo de Sousa justificou a necessidade desta comissão por se tratar de “um desafio novo”.

Na sua opinião, terminado o “período crítico de resposta”, deve ser constituída esta comissão, envolvendo Governo e Assembleia da República e "recorrendo a independentes”. “Foi o que aconteceu na altura dos incêndios, para todos os partidos participarem, para haver uma avaliação que não é meramente técnica do funcionamento de um sistema, mas é de avaliação e preparação para o futuro”, frisou.

Lusa

Descargas no Alqueva interrompidas, mas situação é "dinâmica"

As descargas controladas na Barragem do Alqueva foram interrompidas na sexta-feira à tarde, porque o nível de armazenamento foi controlado, mas a operação pode vir a ser retomada nos próximos dias, admitiu hoje o presidente da EDIA.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, José Pedro Salema, indicou que “foi decidido interromper as descargas controladas porque deixaram de ser necessárias para controlar o nível de armazenamento” da albufeira.

“Estivemos cerca de 48 horas em descarga e conseguimos controlar o nível de armazenamento da barragem”, sublinhou, alertando, contudo, tratar-se de “uma situação muito dinâmica”.

A EDIA está a fazer “um acompanhamento constante da situação e, nos próximos dias, poderá vir a ser necessário voltar a fazer descargas a partir de Alqueva”, disse.

Segundo José Pedro Salema, neste acompanhamento que está a ser efetuado, têm que ser avaliados três fatores: “O armazenamento de água, os caudais efluentes [que a barragem está a libertar] e afluentes [que estão a chegar à barragem] e o nível” da água em Alqueva.

“Consoante o equilíbrio destas três variáveis, então tomamos esta decisão sobre se temos que libertar mais ou menos água”, explicou.

A título de exemplo, o presidente da EDIA referiu que, desde a interrupção das descargas, “o nível de armazenamento já subiu hoje uns quantos centímetros”.

”Portanto, agora estamos bem, mas temos que monitorizar constantemente e olhar para isto a cada hora”, reforçou.

Nos últimos dias, o paredão de Alqueva foi ‘palco’ de mais visitas de turistas e habitantes da região do que o habitual, que quiseram assistir à quarta operação de descargas controladas na história desta barragem alentejana.

Na sexta—feira de manhã, constatou a Lusa no local, o vaivém de viaturas que passavam e estacionavam no coroamento do paredão não parava.

Os automobilistas saíam uns minutos, espreitavam pelo paredão, olhavam para os dois gigantes jatos de água vindos da massa de bretão do paredão, tiravam umas fotos e, depois, seguiam caminho.

A operação de descargas controladas no Alqueva foi iniciada às 16:00 de quarta-feira, através da abertura dos descarregadores de meio fundo, para responder ao facto de a albufeira se encontrar próxima do Nível de Pleno Armazenamento.

Em comunicado divulgado na altura, a EDIA explicou que a operação visou responder “à persistência de caudais afluentes elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão, que elevaram os níveis da albufeira para valores próximos do Nível de Pleno Armazenamento”.

“Prevê-se um caudal de descarga inicial de 600 metros cúbicos por segundo (m3/s) que, somado ao caudal turbinado, perfaz um caudal lançado total de 1.200m3/s”, informou.

A água proveniente das descargas de Alqueva vai seguir até à Barragem do Pedrógão, que já está a descarregar desde o passado dia 21 para o Rio Guadiana.

“O caudal descarregado na Barragem de Pedrógão será na ordem dos 1500 m3/s”, revelou a EDIA.

A última operação de descargas controladas nesta barragem, situada entre Portel, no distrito de Évora, e Moura, no distrito de Beja, foi efetuada em 2013, também para gerir o volume de água da albufeira, que se aproximou da capacidade máxima de armazenamento (antes disso tinha acontecido por mais duas vezes).

A cota máxima da albufeira de Alqueva é a 152, que corresponde a uma capacidade total de armazenamento de 4.150 hectómetros cúbicos de água.

Lusa

Federação Portuguesa de Autismo solicita recolha de fundos para obras de reconstrução de instituições afetadas

A Federação Portuguesa de Autismo está a mobilizar esforços para apoiar o CACI e o Lar Residencial da APPDA de Leiria, que sofreram danos significativos devido a este acontecimento, e está a solicitar uma recolha de fundos destinada às obras e à reconstrução das áreas afetadas do edifício.

As doações podem ser feitas através do IBAN da APPDA Leiria. NIB: 0007 0000 00727695456 23

Declaração de calamidade publicada em Diário da República com 60 concelhos na lista

A situação de calamidade decretada pelo Governo devido aos danos causados pela tempestade Kristin foi hoje publicada em Diário da República, abrangendo os 60 concelhos onde a devastação foi maior.

No texto, o Governo sublinha que além da perda irreparável de vidas humanas, o fenómeno extremo causou “danos significativos” em habitações, infraestruturas críticas, equipamentos públicos, empresas, instituições sociais, bem como em património natural e cultural, além de “perturbações prolongadas” no fornecimento de água, eletricidade e comunicações durante um período alargado, que afeta significativamente as condições de vida das populações de vários concelhos da região Centro.

A situação de calamidade, abrange o período compreendido entre as 00h00 do dia 28 de janeiro de 2026 e as 23h59 do dia 01 de fevereiro de 2026, para os seguintes concelhos: Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Batalha, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Cantanhede, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Constância, Covilhã, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fundão, Góis, Golegã, Idanha-a-Nova, Leiria, Lourinhã, Lousã, Mação, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Nazaré, Óbidos, Oleiros, Ourém, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penamacor, Penela, Peniche, Pombal, Porto de Mós, Proença-a-Nova, Rio Maior, Santarém, Sardoal, Sertã, Soure, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Vagos, Vila de Rei, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Poiares e Vila Velha de Ródão.

O diploma autoriza os membros do Governo responsáveis pelas áreas da economia e da administração interna a identificar, por despacho, outros concelhos não abrangidos pela zona de impacto da ciclogénese explosiva, que sofreram efeitos graves da tempestade Kristin, como os decorrentes de cenários de cheia, ouvida a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) territorialmente competente, e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

“A presente resolução não prejudica, nem afasta a responsabilidade das seguradoras, decorrente de eventuais contratos de seguro, nos termos do disposto no artigo 61.º da Lei de Bases da Proteção Civil”, especifica-se na resolução aprovada em Conselho de Ministros.

Fica determinado um levantamento urgente dos danos provocados pela tempestade e a manutenção do “elevado grau de prontidão e mobilização” de equipas de emergência médica, de saúde pública e apoio social, pelas entidades competentes das áreas da saúde e da segurança social.

Esta declaração prevê a dispensa de serviço ou a justificação das faltas dos trabalhadores, do setor público ou privado, que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário ou de voluntário na Cruz Vermelha Portuguesa, salvo aqueles que desempenhem funções nas Forças Armadas, nas Forças de Segurança e na ANEPC, bem como em serviço público de prestação de cuidados de saúde em situações de emergência, nomeadamente técnicos de emergência pré-hospitalar e enfermeiros do Instituto Nacional de Emergência Médica.

A situação de calamidade aciona as estruturas de coordenação política e institucional territorialmente competentes e implica a ativação automática dos planos de emergência de proteção civil do respetivo nível territorial, no termos do diploma.

A medida produz efeitos imediatos.

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros na quinta-feira, o ministro da Presidência, Leitão Amaro referiu que a circunstância atual justifica “a excecionalidade” nos processos de contratação publica, que é agilizada “por razão de urgência”.

Lusa

Oleiros disponibiliza instalações da residência de estudantes para banhos

A Câmara de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, disponibilizou hoje as instalações da residência de estudantes à população que necessite de banhos ou carregar telemóveis.

Segundo uma nota da autarquia, todos os interessados podem recorrer às instalações da residência de estudantes na vila de Oleiros para tomar banho ou para carregar os seus telemóveis, a partir de hoje, entre as 9:00 e as 20:00.

Esta decisão surge na sequência da persistência da falha no fornecimento de energia elétrica em todo o concelho de Oleiros.

Lusa

Cruz Vermelha instala zona para acolhimento de desalojados em Pombal

A Cruz Vermelha Portuguesa vai instalar, no Pavilhão Municipal de Pombal, uma zona para acolher temporariamente até 100 pessoas desalojadas devido à tempestade, e uma estrutura no Estádio Municipal de Leiria para apoiar os operacionais no terreno.

Em comunicado, a organização explica que a estrutura instalada em Pombal, com capacidade para uma centena de pessoas, permitirá dar resposta a situações de desalojamento temporário, garantindo abrigo, apoio humanitário básico e o encaminhamento das pessoas afetadas em articulação com as autoridades locais e a Proteção Civil.

No Estádio Municipal Doutor Magalhães Pessoa, em Leiria, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) vai instalar uma estrutura móvel com capacidade para 150 pessoas, que dará apoio aos operacionais que estão a trabalhar no terreno.

Aquele espaço servirá de abrigo para descanso programado e rotatividade das equipas dos bombeiros, proteção civil municipal, forças de segurança, equipas logísticas e voluntários.

Durante a manhã de hoje, a CVP deverá também receber cerca de 3.000 lonas, disponibilizadas em articulação com a Cruz Vermelha Espanhola, para apoio imediato às estruturas habitacionais afetadas.

O material será entregue na Plataforma Logística de Emergência Nacional da CVP, em Souselas (Coimbra), e distribuído em articulação com a Proteção Civil, priorizando as famílias em situação de maior vulnerabilidade.

Na resposta à crise provocada pela depressão Kristin, a organização humanitária vai ativar também o Programa de Restabelecimento de Laços Familiares, para apoiar pessoas que ficaram sem contacto com familiares, ajudando a restabelecer comunicações, localizar familiares e facilitar a reunificação familiar, em coordenação com as estruturas oficiais no terreno.

Foi igualmente ativado o Fundo Nacional de Emergência, através da plataforma “Portugal Precisa de Si”, disponível na página oficial da CVP, onde serão centralizados os apoios e direcionados para as necessidades mais urgentes identificadas no terreno.

Lusa

Exército mantém apoio às populações

O Exército tem estado no terreno no apoio às populações, empenhando “meios de engenharia, energia, apoio logístico e acolhimento, assegurando ações de limpeza e desobstrução de itinerários, reposição de condições de mobilidade e apoio a infraestruturas essenciais”.

Nos últimos dias foram mobilizados Destacamentos de Engenharia para Ferreira do Zêzere, e Marinha Grande e Vieira de Leiria, com a missão, sobretudo, de limpeza de itinerários e estradas, tendo ainda sido empenhados três módulos de energia com geradores, em Alvaiázere. Em Tomar o Exército prestou apoio aos bombeiros e ao município.

Exército

Para este sábado, além da manutenção das operações em curso, prevê-se “a mobilização de sete equipas de intervenção para a região de Tomar e seis equipas de intervenção com motosserra para a região de Ferreira do Zêzere, com viaturas todo-o-terreno Hilux”, “encontrando-se ainda em fase de mobilização cinco geradores, dos quais três geradores de 150 kVA e dois geradores de 250 kVA”.

“O Exército prevê manter o dispositivo em prontidão e, em função das necessidades sinalizadas pelas autoridades competentes, continuar a incrementar e mobilizar meios, estando disponíveis três Destacamentos de Engenharia, oito módulos de energia, capacidade de 1.000 alojamentos (pax) distribuída por 10 unidades militares, 17 equipas de limpeza e desobstrução, dois módulos de alojamento (100 pessoas cada), um módulo de alimentação (100 pax) e nove equipas de motosserristas”, indica a nota.

“O Exército continuará a prestar apoio às populações enquanto se mantiverem as condições que o justifiquem, em coordenação com as entidades responsáveis pela proteção e socorro, reforçando meios sempre que necessário”, conclui o ramo das forçadas.

Exército

Furto de cabos e gasóleo de geradores afeta abastecimento de água em Porto de Mós

O furto de cabos e de gasóleo de geradores tem afetado a reposição do abastecimento de água no concelho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, disse hoje o vereador Eduardo Amaral, que manifestou revolta.

“É mesmo revoltante. Depois de uma catástrofe natural, quando as pessoas já estão fragilizadas e a tentar sobreviver, ainda ter de lidar com esse tipo de atitude é de cortar o coração. Roubar cabos e gasóleo não é só roubo, é tirar luz, água, cuidados médicos e segurança a quem mais precisa”, escreveu Eduardo Amaral nas redes sociais, onde publicou fotografias.

À agência Lusa, o autarca explicou que furtaram “cabos de alimentação dos geradores que estavam a servir as centrais de transferência de água” e “têm andado a roubar o gasóleo dos próprios geradores”.

A última situação ocorreu esta noite em Casais de Matos, na freguesia de Calvaria, e afetou a população da sede do concelho, Juncal e Pedreiras.

“Isto era na central de captação, onde a água depois é bombeada para os outros depósitos. Cortaram a fonte de alimentação”, esclareceu o vereador, referindo que a autarquia teve de recorrer a serviços externos para a instalação de novos cabos, já executada.

Eduardo Amaral explicou que o município tem colocado “geradores nas estações de bombagem de água, para poder alimentar toda a rede de distribuição”.

“Ainda não conseguimos ter abastecimento total, estamos ainda à procura de mais alguns geradores, para ter a estrutura completa a funcionar”, adiantou.

A situação foi reportada à Guarda Nacional Republicana.

“Já fizemos a comunicação às autoridades, para ver se também começam a ter um patrulhamento junto destes geradores que temos colocado”, que são cerca de 15 para assegurar o abastecimento de água, acrescentou.

Lusa

Autarca de Coimbra pediu ao Governo para manter estado de calamidade e diz que barragem da Aguieira “está completamente cheia”

A presidente da Câmara Municipal de Coimbra revelou à CNN Portugal que pediu ao Governo “para manter na próxima semana” o estado de calamidade na região e explicou que estão a ser feitas descargas controladas na barragem da Aguieira para impedir inundações em zonas urbanas.

“A nossa barragem é a da Aguieira. Está completamente cheia e temos estado a fazer descargas controladas. Temos cheias controladas. A preocupação é, com a APA, irmos monitorizando, hora a hora, este caudal. A nossa maior preocupação é a partir de domingo à noite, há a previsão de muita chuva. Estamos a trabalhar com juntas de freguesias e IPSS, a retirar animais do canil, avisei para não se estacionar e circular à beira-rio. Bombeiros e GNR estão a fazer monitorização. Hoje e amanhã não há esse risco e estamos a aproveitar para esvaziar a barragem, para criar capacidade de encaixe. Com a chuva poderá não ser suficiente. Felizmente ou infelizmente, a população destas zonas já está habituada. Já sabemos, em caso de emergência maior, onde colocar as pessoas que estão em lares. Não temos falta de informação”, afirmou Ana Abrunhosa.

A autarca contou que em Coimbra ainda há “milhares de pessoas sem energia elétrica”, mas reconhece que o município que preside não é o mais afetado. “Leiria, Marinha Grande, Pombal e a zona de Castelo Branco foram muito afetadas. Sem energia elétrica, não há bombagem da água. A queda de árvores também provocou queda de postes de alta tensão. É muito perigoso cortar árvores quando estão emaranhadas nos fios elétricos. A maior preocupação neste momento é a falta de energia elétrica”, frisou, salientando que a “prioridade é salvar vidas e animais”.

"Temos que ter todos os recursos disponíveis a nível nacional"

O presidente da Câmara Municipal de Leiria elogiou esta manhã o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dizendo que "sempre acompanhou os problemas da região", desde Pedrógão Grande à depressão Leslie, mas não poupou críticas quanto à resposta que está a ser dada à devastação que a depressão Kristin trouxe à região. "Há um sentimento de quem deve intervir no território deve trazer soluções. Quem é que acha que está a apresentar soluções", disse Gonçalo Lopes aos jornalistas.

"Os meus colegas autarcas têm sofrido na pele aquilo que é a dificuldade de dar resposta. Nós temos que ter todos os recursos disponíveis a nível nacional para acudir à maior catástrofe registada desde a última década em Portugal".

O autarca considera que "não é preciso alguém pedir para o exército ir para o terreno, não é preciso a Proteção Civil pedir ao Ministro da Defesa para pôr pessoas no terreno. Porque quem está atento não precisa de ordem de ninguém para estar na linha da frente".

Gonçalo Lopes também criticou o aproveitamento político da situação. "Aproveitar o que está a acontecer para fazer campanha, não. É uma ofensa a quem está a sofrer, a quem está há mais de dois dias sem água, sem luz, com dificuldades extremas e usar o que está a acontecer para dar um gesto de dádiva acho que é inqualificável do ponto de vista político para quem está na linha da frente", disse o autarca, sem mencionar nomes.

"A situação que estamos a viver obriga à ação, obriga à determinação, obriga a meios e à presença. Se houve um primeiro momento em que não houve a noção do problema, agora que há consciência, estão aí os helicópteros a voar para verem mais uma vez os carros soterrados, os rios a transbordar, acho que está mais do que identificada a calamidade que está a afetar a nossa região".

O autarca disse há animais a morrerem em capoeiras, estufas arrasadas e grandes empresas, como a Roca, que vão estar encerradas "semanas a fio"e "não vão conseguir cumprir com as suas obrigações". Além de pessoas individuais "sem comunicações e sem tomar banho há mais de dois dias, e a informação que me dão é que não sabem quando é que vamos ter eletricidade no meu concelho".

Santana Lopes recebe Marcelo na Figueira da Foz

O Presidente da República está na Figueira da Foz, onde foi recebido pelo presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, que descreveu a Marcelo os acontecimentos daquela madrugada que deixaram um rasto de destruição no concelho, incluindo a queda da roda gigante na marginal daquela cidade.

Refazer a rede de alta tensão demora o seu tempo, apontou Marcelo. Não é só reparar a rede é reconstrui-la, reforçou também Santana Lopes.

Marcelo diz que com estas catástrofes o país está a aprender a preparar-se para "prevenir antes de reagir".

A gestão das barragens foi feita "ao milímetro" desde o dia 28, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

Roda gigante na marginal da Figueira da Foz.
Roda gigante na marginal da Figueira da Foz.Foto: Reinaldo Rodrigues

Cerca de 211 mil clientes ainda estavam sem energia às seis da manhã

Cerca de 211 mil clientes da E-Redes continuavam este sábado, às 6h00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada de quarta-feira.

Comparativamente ao balanço feito pela E-Redes esta sexta-feira às 22h00 (hora de Portugal continental), há agora mais 23 mil clientes com energia elétrica.

Do total de clientes que estavam este sábado sem luz, a maior parte é da zona de Leiria, no total de 169 mil (eram 180 mil no último balanço de sexta-feira).

Os restantes clientes sem luz encontravam-se nas zonas de Santarém (12.900 clientes sem luz), Portalegre (10.400), Coimbra (8.200) e Castelo Branco (8.000).

Os clientes da E-Redes correspondem a pontos de entrega de energia como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.

Lusa

APA diz que dique sobre rio Mondego não apresenta insegurança estrutural

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) realizou uma inspeção técnica ao talude exterior do dique do rio Mondego, na zona sob o tabuleiro da Autoestrada 1, e concluiu que, neste momento, não há qualquer fenómeno de instabilidade ou insegurança estrutural.

Em comunicado, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) explicou que esta inspeção surgiu depois de as autoridades locais terem relatado o aparecimento de ressurgências com alguma expressão no talude exterior do dique do rio Mondego regularizado, na zona sob o tabuleiro da Autoestrada A1.

A inspeção, realizada na sexta-feira, às 17h30, “permitiu concluir que não se encontra, em curso, neste momento qualquer fenómeno de instabilidade ou insegurança estrutural”.

Contudo, face à possibilidade de subidas do nível da água do rio, o LNEC recomendou, como medida preventiva, a instalação de sistemas de filtragem destas ressurgências com recurso a sacos de areia, que serão colocados em todas as juntas onde se verifica a saída de água.

“As entidades competentes continuam a acompanhar permanentemente a situação, apelando para que se mantenha a tranquilidade, siga as orientações da Proteção Civil e se mantenha informada através dos canais oficiais”.

Ana Abrunhosa, presidente do município de Coimbra, já tinha informado que a Proteção Civil municipal estava a monitorizar em contínuo a situação, estando a barragem da Aguieira a efetuar descargas controladas.

Também o comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores, Paulo Palrilha explicou que as infraestruturas que permitem descarregar água do canal central do rio para os campos agrícolas, a jusante da ponte-açude, “estão todas em boas condições e a funcionar”.

O rio Mondego possui quatro descarregadores para a margem direita: um dique fusível na zona da mata do Choupal, em Coimbra, a funcionar desde a manhã de sexta-feira, que permite escoar até 200 m3/s e três diques sifão (cada um com capacidade de descarga idêntica ao dique fusível) colocados a jusante daquele, rio abaixo.

A descarga de água para os campos de Coimbra e Montemor-o-Velho, embora possa potenciar uma inundação na planície agrícola, insere-se na obra hidráulica do Mondego e permite retirar pressão sobre o leito central e garantir que o rio não galga ou parte as margens (diques) do canal artificial por onde corre até à Figueira da Foz.

O presidente da autarquia de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, notou que a gestão dos caudais “está a ser controlada” pelas autoridades, não antecipando problemas mais graves do que a eventual inundação de zonas habitualmente afetadas pela subida das águas, situação que tem levado a sucessivos alertas do município que dirige.

“Se tudo funcionar como deve ser [na obra hidráulica], se os descarregadores funcionarem, não deverão existir problemas graves”, como o rebentamento dos diques do canal central - o que sucedeu em 12 locais em 2001 e em dois locais, um no canal central e outro no leito periférico direito nas cheias de 2019 - “porque o rio tinha muita madeira e os descarregadores estavam entupidos”, explicou o autarca.

Lusa

PSP de Leiria sem registo de saques ou pilhagens, mas alerta para tentativas de burla

O comandante distrital de Leiria da PSP disse este sábado não haver registo de saques ou pilhagens, alertou para tentativas de burla e apelou à população para contactar com esta força de segurança em caso de necessidade.

“O nosso foco neste momento é, claramente, o cidadão. Procurar dar as melhores informações para que [os cidadãos] estejam totalmente esclarecidos sobre como é que se está a desenrolar a vida na cidade, designadamente a localização das farmácias, dos Multibancos, dos supermercados que estão abertos e, eventualmente, todas as informações que precisarem sobre familiares” e outras, afirmou à agência Lusa Domingos Urbano Antunes.

O comandante distrital da Polícia de Segurança Pública pediu às pessoas que “mantenham o contacto permanente com a Polícia sempre que sentirem essa necessidade, designadamente de movimentações suspeitas ou abordagens de pessoas suspeitas”.

“Nestas ocasiões, apesar de não termos tido registo de tentativas de burla, são situações que o padrão indica que, muitas vezes, há estes aproveitamentos”, avisou, pedindo aos cidadãos que estejam “muito cautelosos sobre essas aproximações”.

Domingos Urbano Antunes exemplificou com casos de peritagens de seguro, ofertas de trabalho de empresas para reconstrução e falsos familiares.

“É necessário que todos nós estejamos despertos para esta situação e que possam logo denunciar isso à Polícia”, insistiu.

Ainda neste âmbito, foi feito um reforço da segurança noturna “com recurso a Equipas de Prevenção e Reação Imediata” da PSP.

No caso concreto da cidade de Leiria, a PSP está a garantir a mobilidade, o que “é fundamental, sobretudo naquelas zonas onde houve desabamentos e que é preciso operações de limpeza contínuas” e, por isso, fazer cortes de via, esclareceu.

“Por outro lado, estamos a permitir todos os corredores de fornecimento de bens essenciais, quer para o fornecimento de supermercados, quer também dos combustíveis essenciais aos geradores para o funcionamento das instituições críticas”, como centro de saúde, lares de idosos ou hospitais, salientou o comandante distrital.

Lusa

EN375 continua cortada em Colares

A circulação na Estrada Nacional 375 continua interrompida na freguesia de Colares, concelho de Sintra, na sequência da tempestade Kristin, disse este sábado à agência Lusa fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Além da Estrada Nova da Rainha (EN375) verificam-se outras situações pontuais em vias secundárias.

CP retoma circulação na Linha da Beira Baixa

A circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa foi retomada, informou a CP em nota publicada no seu site. Mantêm-se suspensos alguns serviços como o da Linha do Norte e comboios urbanos de Coimbra.

Quanto às outras linhas afetadas pela depressão Kristin, a empresa diz que "apesar de todos os esforços", ainda não foi possível retomar a circulação ferroviária e que não há previsão de retoma.

Mantém-se suspensa a circulação nos comboios urbanos de Coimbra, na Linha do Norte entre Braga e Lisboa, na Linha do Douro entre Régua e Pocinho, na Linha da Beira Alta (supressão do serviço intercidades), no serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento e na Linha do Oeste.

Também está suspensa a venda para viagens em comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte este sábado, dia 31, e domingo.

Câmara da Batalha distribui avisos em papel porta-a-porta

A Câmara da Batalha está a distribuir avisos em papel porta-a-porta à população, dadas as dificuldades de comunicações, disse à agência Lusa o presidente do município, que promove este sábado uma ação de voluntariado para limpar o concelho.

“Ontem [sexta-feira], como não havia comunicação em todo o concelho, fizemos esse papel, distribuição de flyers de informação. Obviamente que não conseguimos chegar ao concelho todo, mas fizemos essa distribuição junto das infraestruturas comerciais e no porta-a-porta”, afirmou André Sousa à Lusa.

No "Aviso à população” é possível ler o ponto de situação relativamente aos abastecimentos de água e eletricidade, e da rede móvel e internet. Também há informação sobre locais para banhos quentes, carregamento de telemóvel e acesso a wi-fi, localização das caixas Multibanco em funcionamento e do local para exercício do voto antecipado em mobilidade.

“Hoje, já há parte do concelho com infraestruturas [de telecomunicações] móveis, no entanto vamos continuar a fazer [a distribuição dos avisos], sobretudo na freguesia do Reguengo do Fetal e na freguesia de São Mamede, onde ainda não há tanta iluminação e não há tantas infraestruturas básicas de telecomunicações e, sobretudo, na população mais idosa”, adiantou o autarca.

Vários distritos com avisos devido a chuva, vento, neve e agitação marítima 

Vários distritos de Portugal continental mantêm-se entre este sábado, dia 31 de janeiro, e segunda-feira com vários avisos devido à agitação marítima, chuva, vento fortes e queda de neve, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga estiveram sob aviso vermelho até às seis horas deste sábado devido à ondulação - prevendo-se ondas de oeste/noroeste com sete a oito metros, podendo atingir 14/15 metros de altura máxima -, passando depois a laranja até às 21 horas.

Também os distritos de Faro, Setúbal e Beja estão a laranja até às 15 horas, passando depois a amarelo devido a agitação marítima forte. Lisboa, Leiria e Aveiro estão a laranja até às 21 horas deste sábado, passando depois a amarelo.

O IPMA emitiu também aviso amarelo para Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga entre as 21 horas de domingo e as três horas de segunda-feira, devido ao vento forte com previsão de "rajadas até 80 quilómetros por hora".

Pela mesma razão, o sinal amarelo foi emitido para Setúbal e Beja entre as meia-noite e as 6h00 de segunda-feira e, no caso de Faro, o aviso estende-se até às 9h00.

Todos os distritos de Portugal Continental vão estar sob aviso amarelo devido à chuva, por vezes forte, até às 06h00 de segunda-feira: Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Aveiro (a partir das 15h00 de domingo); Coimbra (desde as 18h00 de domingo); Santarém, Bragança, Guarda, Lisboa, Leiria e Castelo Branco (a partir das 21h00 de domingo) e Portalegre, Évora, Faro, Setúbal e Beja (com início às 00h00 de segunda-feira).

O IPMA colocou ainda os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Braga a amarelo por causa da queda de neve até às 6h00 de hoje e, num segundo momento, entre as 12h00 e as 23h00 de segunda-feira.

Guarda e Castelo Branco estão este sábado, pelo mesmo motivo, com sinal amarelo até às 9h00 e, na segunda-feira, entre as 6h00 e as 23h00.

O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre às 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios.

Lusa

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