Ficou em terra após um voo cancelado? Estas empresas querem ajudá-lo a pedir indemnização

Empresas como a AirHelp e o Reclamador "tratam da papelada" para os passageiros aéreos que merecem indemnizações. Saiba como

Todos os dias há voos cancelados ou atrasados, ou mesmo passageiros que são impedidos de entrar em voos para os quais têm bilhetes. Em muitos destes casos, a companhia aérea responsável pelo incómodo deve uma indemnização aos passageiros afetados, mas o processo moroso de submeter a documentação necessária e, nalguns casos, ir a tribunal para a obter desincentiva muitos passageiros de a procurar.

Agora, porém, multiplicam-se os serviços que ajudam com a papelada. Segundo a lei europeia, uma reclamação pode merecer indemnização mesmo que já tenham passado alguns anos pós o incidente.

Um dos mais conhecidos serviços que oferecem este tipo de apoio é a AirHelp, uma start-up que pretende "tornar a reivindicação de compensações tão fácil e fluida quanto possível", como se lê na sua descrição. O serviço, disponível em português, incentiva o utilizador a introduzir a informação do seu voo no formulário do site ou na aplicação da empresa, e promete mesmo ir a tribunal caso as companhias aéreas se recusem a pagar.

A AirHelp, não cobra pelo seu serviço a não ser que a reclamação do utilizador seja bem-sucedida, caso em que a empresa fica com uma parte da indemnização a receber. Segundo dados apresentados no site oficial, a indemnização média ganha pelos utilizadores do serviço chega aos 800 euros.

Tal como o AirHelp, o Reclamador.pt só recebe se o utilizador ganhar o processo - caso em que cobra 25% da indemnização, mais IVA. O Reclamador, começado em Espanha, também se oferece para ajudar a realizar reclamações por danos à bagagem.

Para conhecer os seus direitos quando voa, a Deco, organização da defesa do consumidor, disponibiliza um dossier com as indemnizações devidas de acordo com o tempo de atraso, casos de cancelamento ou de overbooking. Dedica ainda uma secção à perda de bagagem.

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