Urgência cirúrgica da Póvoa de Varzim encerrada volta a funcionar na segunda-feira

A urgência cirúrgica do Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde está encerrada desde da noite de sábado por "falta de médicos", revelou o Sindicato Independente dos Médicos, que alerta para uma situação de "ponto de rotura". A administração do hospital garante que voltará a funcionar na segunda-feira.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar, José Gaspar Pais, explicou que para os períodos de encerramento da urgência cirúrgica foi acautelado o encaminhado dos pacientes para o hospital de referência - o de Pedro Hispano, em Matosinhos, que está avisado, tal como o Centro de Orientação de Doentes Urgentes.

"Há desconforto para o doente, mas está acautelado o risco. Os cuidados de saúde estão garantidos também nestas duas noites num hospital aonde se chega em 10/15 minutos em período nocturno", sublinhou a fonte, que falava à agência Lusa um dia depois de o Sindicato Independente dos Médicos ter alertado para a "falta de médicos como causa para o encerramento pontual da urgência cirúrgica da Póvoa de Varzim/Vila do Conde.

"Durante o corrente mês de dezembro há um total de 15 períodos de 12 horas sem médicos na Urgência de Cirurgia daquele centro hospitalar, incluindo três dias completos sem médicos", apontou, em comunicado, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

O SIM explicava que estava assegurada apenas a urgência interna que "incluirá médicos que já estavam dispensados da prestação de trabalho em serviço de urgência por terem atingido o limite de idade".

"Os médicos escalados para a urgência interna não deverão ou poderão assegurar simultaneamente a urgência externa, devendo desde já apresentar minutas de exclusão de responsabilidade por falta de meios humanos suficientes e adequados", salientou ainda o sindicato.

Na nota enviada às redações, o SIM alertou também que a situação atingiu "o ponto de rotura" no Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde "após vários meses de alertas sem qualquer iniciativa do Conselho de Administração para a resolução desta grave situação".

O serviço de urgência médico-cirúrgica deste Centro Hospitalar abrange uma população superior a 150 mil habitantes nos municípios da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde e algumas freguesias vizinhas de outros municípios, nomeadamente de Esposende, Barcelos e Famalicão, acrescentou o sindicato na nota.

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