UGT reivindica salário mínimo nacional acima de 1000 euros em janeiro
O secretariado nacional da UGT aprovou esta quinta-feira, 1 de outubro, a sua política reivindicativa 2026-2027, que inclui a exigência de que o salário mínimo nacional seja fixado acima dos mil euros em janeiro de 2027, adiantou a entidade.
De acordo com uma nota enviada a acompanhar o documento, a UGT destacou que a estratégia aprovada “coloca a valorização dos salários e do trabalho, o reforço dos direitos laborais e da negociação coletiva no centro das prioridades para 2027”.
Assim, entre as principais reivindicações, a organização defende que o salário mínimo nacional “seja fixado acima dos 1.000 euros já em janeiro de 2027, superando os 970 euros previstos no atual acordo tripartido”, estabelecendo ainda “um referencial de aumento salarial de 5,5% para 2027, em sede de negociação coletiva, sem prejuízo de aumentos superiores nos setores e empresas onde as condições económicas o permitam”.
A UGT defendeu ainda que “a valorização salarial não pode ficar limitada ao salário mínimo”, apelando para o “aumento do salário médio, a valorização de toda a estrutura salarial, das carreiras e das qualificações, evitando o achatamento das remunerações e garantindo uma distribuição mais equilibrada dos ganhos de produtividade e da riqueza criada”.
A organização destacou também o “reforço da negociação coletiva, aumentando a cobertura e valorizando os conteúdos das convenções" e apontando, por outro lado, a “rejeição de retrocessos na legislação laboral”. Pretende, da mesma forma, mais direitos individuais e coletivos dos trabalhadores.
A UGT realçou ainda o “combate à precariedade e promoção de emprego estável, de qualidade e com salários adequados”, bem como a valorização das qualificações, carreiras e formação.
A estratégia da organização laboral passa ainda pela “regulação da Inteligência Artificial no trabalho, garantindo transparência dos algoritmos, supervisão humana, proteção dos dados e participação sindical”.
A UGT pretende também a defesa da Segurança Social, das pensões e dos serviços públicos e uma “resposta efetiva à crise da habitação, com mais oferta acessível para trabalhadores, famílias e jovens”.
A estratégia da entidade inclui ainda a promoção da igualdade, conciliação e segurança e saúde no trabalho e a “garantia de que as transições digital, climática e demográfica são socialmente justas”.
“Para a UGT, o crescimento económico tem de traduzir-se numa melhoria efetiva das condições de vida e de trabalho, não podendo a modernização da economia ou das relações laborais servir de justificação para reduzir direitos, fragilizar a negociação coletiva ou transferir para os trabalhadores os custos das transformações”, rematou.
