Todo o Universo conhecido numa única imagem

A imagem que se tornou agora viral mostra todo o Universo observável num só disco, graças a um engenhoso truque matemático

Foi já em 2013 que o músico Pablo Carlos Budassi criou a impressionante imagem que se torna agora viral. Dentro de um círculo, o artista criou uma visualização que mostra todo o Universo conhecido, a começar no Sistema Solar, até ao mais distante plasma que se formou imediatamente a seguir ao Big Bang.

Como cabe o universo inteiro, com as suas dimensões inconcebivelmente grandes, numa só imagem? Está tudo na escala usada por Budassi, que é logarítmica. As escalas logarítmicas são úteis em situações em que se quer representar tanto valores pequenos como valores enormes, tornando esses números inteligíveis.

Numa escala linear como aquelas a que estamos habituados, os valores representados vão aumentando em parcelas iguais. Numa escala logarítmica, há um aumento progressivo, por ordens de magnitude, das parcelas representadas - ou seja neste caso, quanto mais longe se está do centro da imagem (onde está o Sistema Solar), maior o tamanho real daquilo que está a ser representado.

Neste caso, a visualização, que Budassi colocou no repositório Wikimedia Commons, começa no centro com o Sistema Solar, onde são visíveis o Sol, os planetas e a cintura de asteroides. Segue-se a nuvem de Oort, que rodeia o Sistema Solar, e as estrelas próximas de Alpha Centauri. E depois as ordens de magnitude continuam a aumentar: "A Via Láctea, Andrómeda e as galáxias próximas, a teia cósmica, a radiação cósmica de microondas, e o plasma invisível do Big Bang na borda", lê-se na descrição da imagem no Wikimedia Commons. É lá que pode ver a imagem em alta definição.

Ao site Tech Insider, que divulgou recentemente a imagem de 2013 juntamente com o Discovery, Budassi explicou que a ideia da visualização lhe surgiu quando estava a preparar brindes de aniversário para a festa de anos do seu filho. Criou a imagem usando mapas logarítmicos do Universo criados por investigadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e fotografias da NASA.

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