Tensão junto ao Parlamento no fim da greve geral. PSP regista apenas incidentes menores ao longo do dia
Leonardo Negrão

Tensão junto ao Parlamento no fim da greve geral. PSP regista apenas incidentes menores ao longo do dia

O final da manifestação da greve geral ficou marcado por alguma tensão junto ao Parlamento, apesar de a PSP garantir que a jornada, em todo o país, registou apenas incidentes menores.
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Momentos de alguma tensão marcaram o final da manifestação de protesto, em frente à Assembleia da República, quando alguns manifestantes começaram a atirar garrafas para as escadarias do Parlamento. Outros, alguns deles de cara tapada, acenderam pequenos fogos, queimando tarjas e cartazes. Entre cânticos e palavras de ordem, estas ações geraram alguma preocupação junto das forças policiais que, em dia de greve geral, monitorizaram todo o país.

Antes, mais concretamente pelas 17H20 horas foi detetado um grupo de cerca de 150 pessoas, "que se separou da manifestação e saiu de frente da Assembleia da República, deslocando-se em direção ao Chiado". Este grupo de indivíduos foi provocando diversos danos ao longo do trajeto adotado, "nomeadamente graffiti, em fachadas de prédios residenciais e comerciais, tendo sido intercetados ao chegar ao Largo do Carmo". Alguns dos indivíduos abordados "reagiram violentamente" à abordagem por parte dos polícias, tendo dois deles sido detidos por resistência e coação sobre funcionário e dois outros identificados, informa a polícia em comunicado.

Onde ainda se lê: "Relativamente à manifestação, decorreu de frente da Assembleia da República até por volta das 20H30. No seu decurso foi detido 1 indivíduo, por ter transposto o perímetro de segurança policial previamente estabelecido. Os polícias no local necessitaram de, por duas vezes, apagar focos de incêndio, ateados por manifestantes. Em virtude da persistência de tal incivilidade, foi ativado o Regimento de Sapadores Bombeiros que apagou o incêndio que lavrava em caixotes do lixo".

No final da manifestação, cerca das 20h38, foram detidos 3 indivíduos por resistência e coação sobre funcionário e ofensas à integridade física qualificada.

Contabilizaram-se no total 6 detenções e 2 identificações, pelos crimes descritos.

Segundo a polícia, a greve geral decorrera até então “com tranquilidade”, registando apenas cinco ocorrências significativos durante a madrugada e manhã — casos rapidamente resolvidos. No Porto, cerca de 200 grevistas bloquearam a Rua Central de Francos pelas 00h43 desta madrugada, situação que terminou sem relevância às 02h00, numa tentativa de impedirem a saída de viaturas dos STCP. Ainda durante a madrugada, ocorreram ainda pequenos focos de tensão em pontos da Área Metropolitana de Lisboa: em Loures, na Nacional 10, junto à entrada da Rodoviária, um piquete tentou impedir a saída de veículos pesados; situação semelhante foi registada na Musgueira, envolvendo viaturas da Carris e obrigando, neste caso, à criação de um cordão policial. Já em Alverca, um grupo de grevistas tentou impedir a entrada de trabalhadores num supermercado.

Em Lisboa, logo às 09h00, uma manifestação não comunicada junto à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova foi igualmente controlada.

E na véspera da greve, pelas 22h30, foi ainda registada uma ocorrência na fábrica da Bosch, com uma tentativa de obstrução de entradas e saídas.

Apesar destes episódios, ao início da noite, a PSP reforça a "pouca relevância" dos incidentes registados, garantindo no entanto que a polícia se encontra ainda a monitorizar o país, sobretudo a Baixa de Lisboa.

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