Tem ideias para Lisboa? A partir de hoje a câmara quer saber quais são

Propostas que sejam exequíveis serão transformadas em projetos e mais tarde sujeitas
a votação dos lisboetas

Uma praça que até poderia ter um parque infantil, uma rua em que até seria útil existir uma ciclovia, um festival que animaria a cidade, uma escola primária que deveria ser requalificada, uma campanha que poderia mudar algo na capital.

Estes são apenas alguns exemplos das sugestões que desde 2008 os lisboetas ousaram submeter ao voto dos seus vizinhos e que já saíram do papel. Hoje começa mais um período para submissão de propostas que, caso sejam exequíveis e da competência da Câmara Municipal de Lisboa (CML), serão transformadas em projetos e, se vierem a entrar na lista de mais votadas, concretizadas. O orçamento total é de 2,5 milhões de euros e as ideias vencedoras serão conhecidas em novembro.

Os pormenores só serão revelados pelas 17.00 de hoje nos Paços do Concelho, mas no portal de participação do município - www.lisboaparticipa.pt - há mais de uma semana que se conta ao segundo o tempo que falta para o "lançamento da nova plataforma do orçamento participativo".

O site, adianta a CML em comunicado, é um dos locais onde qualquer pessoa maior de idade poderá apresentar, entre hoje e 12 de junho, uma ideia para Lisboa. Quem preferir fazê-lo presencialmente poderá participar numa assembleia participativa, cujo calendário será divulgado nos balcões de atendimento da autarquia e no atendimento presencial, na Baixa Pombalina, entre as 12.30 e as 15.00 de quarta e sexta-feira.

Ao todo, foram apresentadas em oito edições 5208 propostas, das quais resultaram 1647 projetos. Destes, foram eleitas pelos lisboetas, através do voto online e/ou por sms, 88 ideias que, no total, ascendem a um investimento de 28,8 milhões de euros - nem todo já concretizado, de acordo com a informação disponível no portal da autarquia dedicado à participação.

Metade ainda está por fazer

Dos 73 projetos vencedores entre 2008 e 2014, apenas 31 saíram do papel, sendo a primeira edição a única já totalmente finalizada. A construção de pistas cicláveis, a continuação da requalificação do parque urbano do Rio Seco, na Ajuda, a melhoria da acessibilidade para bicicletas em diversos arruamentos, a criação de um espaço verde e de um parque infantil na Quinta dos Barros, na Freguesia de São Domingos de Benfica, e a execução do corredor verde entre o Parque Eduardo VII e Monsanto foram as propostas escolhidas pelos lisboetas.

O orçamento rondou, à data, os cinco milhões de euros, tal como aconteceu nos três anos seguintes. Em 2012, o teto máximo passou para metade - 2,5 milhões de euros -, ao mesmo tempo que foram criadas duas categorias: uma para ideias até 150 mil euros e outra para propostas entre 150 mil e 500 mil euros. O objetivo da autarquia foi tornar possível a seleção de um maior número de projetos. Entre as ideias que continuam por concretizar está a abertura de um centro cultural no prédio que nasceu no lugar do antigo Cinema Europa, em Campo de Ourique, eleita em 2010 e agendada para junho. O processo destacou-se pela sua complexidade, a par da terceira fase da obra de requalificação do canil/gatil da CML, rebatizado de Casa dos Animais aquando da sua inauguração.

O projeto foi um dos mais votados em 2009 e a sua conclusão aconteceu cinco anos depois - em teoria, nenhuma proposta deveria demorar mais de dois anos a ser executada.

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