Rui Moreira revela que Câmara vai deixar de apoiar Bombeiros Voluntários do Porto

A decisão foi "articulada" com o ministro da Administração Interna até porque os apoios dados à associação são, neste momento, "penhorados". Rui Moreira afirmou que se a situação se resolver vai voltar a apoiar os bombeiros.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, adiantou esta segunda-feira que o município vai deixar de apoiar os Bombeiros Voluntários do Porto até "os problemas internos" da corporação estarem resolvidos.

"Vai deixar de existir apoio exatamente por causa dos problemas que a associação tem", adiantou esta segunda-feira o independente Rui Moreira durante a reunião do executivo.

O autarca, que respondia a uma questão levantada pela vereadora Maria Manuel Rola, do BE (em substituição de Sérgio Aires), salientou que a decisão foi "articulada" com o ministro da Administração Interna, José Luis Carneiro, até porque os apoios dados à associação são, neste momento, "penhorados".

"Se entretanto a situação se resolver, voltamos a apoiar", garantiu o independente, dizendo não poder intervir no conflito em que a corporação vive há anos.

Também a vereadora com o pelouro da Proteção Civil na Câmara do Porto, Catarina Araújo, assegurou que "o socorro não está em causa na cidade".

A corporação vive, há anos, uma situação de acusações de ambas as partes por alegados incumprimentos e irregularidades e que fez com que, em junho, o quartel tenha sido fechado por falta de pessoal na central telefónica.

Em 05 de julho, uma profissional daquela corporação revelou à Lusa que os Bombeiros Voluntários do Porto ficaram com as contas penhoradas devido a incumprimento no pagamento de uma dívida de cerca de 40 mil euros a um bombeiro.

Em causa está o incumprimento da sentença do Tribunal do Trabalho do Porto a uma ação interposta em 2019 por um dos oito bombeiros que viram o seu despedimento "ser considerado ilícito" por aquele tribunal e ao pagamento das "respetivas indemnizações", acrescentou Paula Silva.

A corporação vive, há anos, uma situação de acusações de ambas as partes por alegados incumprimentos e irregularidades e que fez com que, em junho, o quartel tenha sido fechado por falta de pessoal na central telefónica.

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