Recorde histórico: INEM atendeu mais de 1,6 milhões de chamadas em 2025
FOTO: Reinaldo Rodrigues

Recorde histórico: INEM atendeu mais de 1,6 milhões de chamadas em 2025

Instituto registou um aumento de 166 mil contactos face ao ano anterior, mas alerta que cerca de 300 chamadas diárias deveriam ter sido feitas para o SNS24.
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O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) atingiu, durante o ano de 2025, um máximo histórico de atividade ao processar um total de 1.656.891 chamadas através dos seus Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU). Este balanço, revelado esta quarta-feira (14) em comunicado, representa um crescimento acentuado de 166 mil contactos em comparação com o ano de 2024, fixando a média diária de atendimentos em cerca de 4500 chamadas.

Segundo os dados avançados pela instituição, o volume de serviço reflete a crescente complexidade das ocorrências avaliadas pelas equipas. As situações de trauma foram o principal motivo de contacto, com mais de 246 mil casos registados, seguidas de perto por problemas clínicos diversos, alterações do estado de consciência e dificuldades respiratórias, tecnicamente designadas como dispneia. Estes números evidenciam a pressão constante a que os profissionais do CODU estão sujeitos para garantir a triagem e o socorro em todo o território nacional.

No entanto, o balanço anual destaca também um desafio persistente: a utilização indevida da linha de emergência. Em 2025, cerca de 109.521 chamadas -- o equivalente a uma média de 300 por dia -- foram classificadas, após triagem, como situações não urgentes. Estes casos, que não apresentavam perigo de vida iminente, acabaram por ser reencaminhados para a Linha SNS24, sobrecarregando desnecessariamente os canais destinados a emergências críticas.

Face a estes resultados, o INEM reitera a importância de utilizar o 112 apenas em situações de risco de vida. O instituto alerta que o uso deste número para ocorrências não emergentes pode comprometer seriamente a prontidão da resposta e a disponibilidade dos meios de socorro para quem realmente precisa de assistência imediata. A colaboração dos cidadãos é considerada fundamental para assegurar que o sistema de emergência médica mantém a sua eficácia e rapidez em situações prioritárias.

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