O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) atingiu, durante o ano de 2025, um máximo histórico de atividade ao processar um total de 1.656.891 chamadas através dos seus Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU). Este balanço, revelado esta quarta-feira (14) em comunicado, representa um crescimento acentuado de 166 mil contactos em comparação com o ano de 2024, fixando a média diária de atendimentos em cerca de 4500 chamadas.Segundo os dados avançados pela instituição, o volume de serviço reflete a crescente complexidade das ocorrências avaliadas pelas equipas. As situações de trauma foram o principal motivo de contacto, com mais de 246 mil casos registados, seguidas de perto por problemas clínicos diversos, alterações do estado de consciência e dificuldades respiratórias, tecnicamente designadas como dispneia. Estes números evidenciam a pressão constante a que os profissionais do CODU estão sujeitos para garantir a triagem e o socorro em todo o território nacional.No entanto, o balanço anual destaca também um desafio persistente: a utilização indevida da linha de emergência. Em 2025, cerca de 109.521 chamadas -- o equivalente a uma média de 300 por dia -- foram classificadas, após triagem, como situações não urgentes. Estes casos, que não apresentavam perigo de vida iminente, acabaram por ser reencaminhados para a Linha SNS24, sobrecarregando desnecessariamente os canais destinados a emergências críticas.Face a estes resultados, o INEM reitera a importância de utilizar o 112 apenas em situações de risco de vida. O instituto alerta que o uso deste número para ocorrências não emergentes pode comprometer seriamente a prontidão da resposta e a disponibilidade dos meios de socorro para quem realmente precisa de assistência imediata. A colaboração dos cidadãos é considerada fundamental para assegurar que o sistema de emergência médica mantém a sua eficácia e rapidez em situações prioritárias.