Quebrado o recorde da internet móvel 4G mais rápida do mundo

Empresa finlandesa apresentou rede com a maior velocidade de internet móvel 4G alguma vez alcançada

A operadora finlandesa Elisa afirma ter quebrado o recorde da internet móvel 4G mais rápida do mundo. A empresa revelou que conseguiu alcançar os 1.9 Gbps num teste, ou seja, quer dizer que conseguiu transferir 1.9 gigabits de dados num segundo.

A esta velocidade, um utilizador conseguiria fazer download de um filme Blu-ray, dos mais pesados em termos de gigabits, em apenas 44 segundos.

Esta é a maior velocidade de internet móvel alguma vez anunciada, mas para uso comercial - em fevereiro de 2015, uma equipa de investigação da Universidade de Surrey conseguiu transferir 1 terabit (Tbps) por segundo, que são mil gigabits, usando redes móveis de quinta geração 5G.

Para quebrar este recorde, a Elisa recorreu a tecnologia cedida pela empresa chinesa Huawei. O presidente executivo da empresa, Veli-Matti Mattila, afirmou à BBC que esta velocidade vai beneficiar principalmente os utilizadores que usem aplicações de realidade virtual e realidade aumentada, e vejam vídeos com resolução 4k.

Os especialistas duvidam, no entanto, que a maior velocidade tenha grande impacto nos utilizadores. Isto porque, conforme disse o editor da Total Telecom, Nick Wood, à BBC, "implantar uma rede que suporta 1.9 Gbps não quer dizer que os clientes tenham banda larga de 1.9Gbps".

"A capacidade da rede tem de ser partilhada pelos clientes", explicou Nick Wood. "Na realidade, os clientes vão provavelmente notar uma ligeira melhoria na velocidade geral e segurança, o que é ótimo, mas não tem tanto impacto como falar dos 1.9 gigabits por segundo".

Por sua vez, Ernest Doku, especialista da empresa uSwitch, afirmou que para ver um conteúdo online, como um filme, apenas é precisa uma transferência de dados de 5 megabits por segundo e a velocidade que a Elisa oferece é "400 mais rápida do que isso".

Vai demorar algum tempo até que as infraestruturas das redes móveis consigam responder à altura deste avanço, afirmou Ernest Doku.

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