Neve em Vila Pouca de Aguiar no distrito de Vila Real (imagem de arquivo)
Neve em Vila Pouca de Aguiar no distrito de Vila Real (imagem de arquivo)FOTO: PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

Seis distritos sob aviso amarelo de frio entre segunda e terça-feira

Termómetros deverão descer até aos -4 graus Celsius
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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou seis distritos de Portugal continental sob aviso amarelo devido a tempo frio entre a meia-noite de segunda-feira, 5 de janeiro, e as 09:00 de terça-feira, 6.

Segundo informação do IPMA, estão sob este aviso os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Castelo Branco e Portalegre, devido à “persistência de valores baixos da temperatura mínima”.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) alerta numa nota publicada no seu ‘site’ que “quando a temperatura desce, o risco de doenças respiratórias, agravamento de condições crónicas e acidentes aumenta”.

Em Bragança e na Guarda, os termómetros deverão descer até aos -4 graus Celsius, enquanto em Castelo Branco e Portalegre as mínimas previstas rondam 1 e 2 graus, respetivamente.

De acordo com as previsões do IPMA, Bragança deverá registar temperaturas entre os -4ºC e os 5ºC na segunda-feira. Na Guarda, a máxima não deverá ir além de 1ºC, com mínimas igualmente nos -4ºC. Em Castelo Branco, os valores deverão oscilar entre 1ºC e 8ºC, enquanto em Portalegre se esperam mínimas de 2ºC e máximas a rondar os 8ºC.

Para se proteger dos efeitos negativos do frio na saúde, a DGS deixa várias recomendações à população, como evitar mudanças bruscas de temperatura, vestir roupa por camadas, proteger as extremidades com gorro, luvas e meias quentes e usar calçado antiderrapante para evitar quedas.

Manter a pele hidratada, sobretudo a cara, mãos e lábios, beber água e bebidas quentes e comer sopa são outras das indicações, para que a população se mantenha hidratada e quente.

Em casa, deve evitar-se estar mais de uma hora seguida sentado, para reduzir o risco de desenvolver problemas de saúde e ajudar a manter o corpo aquecido.

A DGS aconselha ainda a população a fazer “refeições mais frequentes, encurtando as horas entre elas”, e a aumentar o consumo de alimentos ricos em vitaminas, sais minerais e antioxidantes, como, por exemplo, frutos e hortícolas, pois contribuem para reduzir o aparecimento de infeções.

Por outro lado, deve evitar-se o consumo de alimentos fritos, com muita gordura ou açúcar.

A DGS pede ainda especial atenção aos mais vulneráveis: “crianças pequenas, pessoas idosas, pessoas com doenças crónicas, trabalhadores ao ar livre ou pessoas em situação de isolamento ou sem-abrigo”.

Aconselha igualmente a população a planear com antecedência e confirmar se tem medicamentos e alimentos suficientes, caso seja mais difícil sair de casa, e, para os que não podem sair de casa, recomenda que identifiquem outras pessoas que os consigam ajudar a ir buscar alimentos e medicamentos.

No exterior, por causa do frio, deve-se evitar esforços físicos.

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