Protesto em Espinho junto à casa de Montenegro contra preço dos combustíveis
Foram cerca de 80 as pessoas que saíram à rua este sábado (12 de setembro), em Espinho, para contestar a subida dos preços dos combustíveis e o agravamento geral do custo de vida. A iniciativa, impulsionada por três empresários da região, teve como objetivo pressionar o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a adotar medidas urgentes de alívio financeiro.
A marcha começou com um desfile automóvel em marcha lenta a partir de Santa Maria da Feira, convergindo depois para uma caminhada a pé em Espinho com destino à zona do casino. Foi aí, a escassos metros da residência particular do líder do Executivo, que as forças policiais travaram o avanço do grupo, impedindo a aproximação direta à habitação.
O porta-voz do protesto, Ricardo Pinto — que é também deputado municipal eleito pelo Chega em Santa Maria da Feira —, fez questão de desvincular a ação de interesses partidários, assegurando tratar-se de um movimento cívico espontâneo. "Nasceu de três jovens como eu, empresários, que sentem na sua pele o aumento de tudo", frisou, aludindo ao impacto dos aumentos na alimentação e bens essenciais.
Com duras críticas à atuação do Executivo, Ricardo Pinto dirigiu-se frontalmente a Luís Montenegro, afirmando que "o Governo já teve tempo suficiente para agir".
"Já está há mais de seis meses nesta brincadeira. Se ele me diz que não tem solução, não está lá a fazer nada, não nos consegue governar", disse.
Rejeitando qualquer tom intimidatório, o porta-voz garantiu que a concentração visou apenas "chamar a atenção do primeiro-ministro" e "exigir que trabalhe".
Apesar do atraso no arranque — previsto para as 10h30, o desfile iniciou-se depois das 12h30 —, a mobilização fez-se ouvir através de palavras de ordem como "Na bomba a pagar e o Governo a faturar", "O povo unido jamais será vencido" e pedidos de "Demissão", culminando com a entoação do hino nacional.
A organização sublinhou o alcance digital da iniciativa, apontando para "cerca de 1,5 milhões de visualizações e mais de 60 mil interações" nas redes sociais durante os primeiros dias de divulgação. Perante a adesão, Ricardo Pinto avisou que esta manifestação "foi a primeira de muitas" e que os protestos só vão cessar quando o Executivo apresentar respostas concretas para travar a escalada de preços.
