Programa da AIMA para a construção preenche apenas 8,8% das vagas
Das 500 vagas, 46 pessoas inscreveram-se e estão a frequentar o “Integrar para a Construção”, uma iniciativa para integração de imigrantes na área da construção civil. O número de inscritos foi informado ao DN pela Associação de Empresas de Construção e Obras Publicas e Serviços (AICCOPN) e representa pouco mais de 8% da disponibilidade.
"A frequentar o 1º ciclo do programa encontram-se 44 formandos, estando já em preparação um segundo ciclo com abertura de novas vagas, dando continuidade a esta iniciativa que procura aproximar a qualificação profissional às necessidades concretas das empresas", lê-se numa resposta enviada ao jornal. A nova data, no entanto, ainda não está definida.
O programa "combina formação teórico-prática com formação em contexto de trabalho, as empresas podem acompanhar a qualificação de futuros profissionais e estabelecer um contacto direto com potenciais trabalhadores", destaca a AICCOPN. Outro objetivo é contribuir para "uma resposta estruturada às necessidades de mão de obra do setor".
Segundo a Agência para Integração, Migrações e Asilo (AIMA), foram "preenchidas as vagas disponíveis para a constituição de três turmas". O número mais reduzido estava previsto por ter início durante o verão. "Estava prevista uma dimensão mais reduzida nesta fase, estando programado um reforço da capacidade nos ciclos seguintes, o que permitirá aumentar progressivamente o número de turmas", destaca a agência em comunicado enviado ao DN.
Já a meta de 500 participantes "corresponde ao objetivo global definido para o conjunto dos quatro ciclos formativos previstos nesta primeira edição, a concretizar, de forma faseada, até ao verão de 2027".
No total, o "Integrar para a Construção" terá 300 horas de formação técnica e outras 300 horas de estágio. As áreas de formação abrangem diferentes especialidades da construção civil, como canalização, eletricidade, carpintaria, gesso cartonado, máquinas de construção, pintura e acabamentos. Ao todo, serão aproximadamente quatro meses de formação.
Durante os meses de formação técnica e estágio, a bolsa atribuída possui o valor de 537 euros. A esses montantes somam-se subsídio de alimentação ou refeição, subsídio de transporte (quando aplicável), equipamento de proteção individual e seguro de acidentes pessoais.
*Notícia atualizada com novas informações fornecidas pela AIMA
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