Presidente de infantário detida por suspeita de peculato e burla qualificada

A presidente e o marido terão recebido através dos esquemas pelo menos 116 mil euros

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, deteve a presidente de um infantário por suspeita da prática dos crimes de peculato, burla qualificada e falsificação de documentos.

A PJ deteve ainda o seu marido, vogal do Conselho de Administração de uma instituição particular de solidariedade social.

Segundo disse fonte da PJ à Lusa, trata-se da responsável pela Supercoop - Cooperativa de Solidariedade Social, que gere a creche e jardim de infância Superninho, em Parceiros, no concelho de Leiria.

Em nota de imprensa, a PJ refere que "os factos sob investigação aconteceram, pelo menos, ao longo do ciclo temporal compreendido entre os meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2017, apropriando-se os suspeitos, em proveito próprio, de dinheiro e de coisas móveis que lhes eram acessíveis em razão das funções públicas que desempenhavam, obtendo enriquecimento ilegítimo não inferior a 116 mil euros".

No decurso das diligências efetuadas, os inspetores recolheram "abundante material, nomeadamente artigos pessoais e outros objetos adquiridos fraudulentamente com fundos da instituição".

A investigação prossegue "com intuito de comprovar outras práticas delituosas latentes".

Os detidos com 43 e 39 anos serão presentes às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

Tendo em conta estas suspeitas, no domingo, os cooperantes da instituição reunidos em Assembleia Geral Extraordinária votaram por maioria a saída do casal do Conselho de Administração.

A mulher e o marido foram suspensos dos cargos que detinham com oito votos a favor, um contra e uma abstenção, na reunião que durou cerca de três horas e que foi marcada por tensão, gritos e ameaças, levando ainda a PSP ao local.

Um dos pontos da assembleia era a "apreciação, discussão e votação de proposta a autorizar a cooperativa a "demandar" estas duas pessoas "por atos praticados no exercício das suas funções que prejudicaram de forma grave a cooperativa".

Foi também apreciada a "suspensão imediata" dos dois, com "instauração de processo destinado à eventual destituição da presidente" e do "vogal", assim como a instauração de "procedimentos disciplinares".

A direção da Supercoop ficou agora a ser gerida por uma comissão administrativa, tendo a vice-presidente assumido o cargo. Para já não serão marcadas eleições.

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