Portugal passa os 10 mil novos casos em dia com 17 mortes

Há agora 893 pessoas hospitalizadas devido à covid-19, segundo o boletim diário da direção-Geral da Saúde, das quais 148 em UCI.

Portugal confirmou, em 24 horas, 10549 novos casos de covid-19, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Relatório desta quinta-feira (23 de dezembro) regista também mais 17 mortes devido à infeção por SARS-CoV-2.

Os dados mostram que há agora 893 internados devido à doença (menos 16 do que no dia anterior), dos quais 148 (menos sete) estão em unidades de cuidados intensivos.

Este é o número mais alto de novos casos de infeção em Portugal desde o dia 30 de janeiro, ou seja, quase 11 meses. Mas nessa altura estavam internadas 6544 doentes, dos quais 843 em UCI. Nesse dia 30 de janeiro registaram-se ainda 293 mortes. Ou seja, uma realidade bastante mais complicada do que a atual.

Portugal soma agora 84 643 casos ativos da infeção, diz a DGS no dia em que o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, referiu que a administração da dose de reforço da vacina contra a covid-19 vai ser alargada aos maiores de 18 anos, com prioridade para as pessoas com comorbilidades.

Mais de metade dos novos contágios (50,7%) foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo, com mais de 5350 infeções. Segue-se o Norte, com 2817 casos, o Centro, com 1465, o Algarve, com 328, e o Alentejo, com 255. Na Madeira, há mais 249 contágios e nos Açores 85.

"Durante a noite, saiu um parecer da CTVC [comissão técnica de vacinação contra a Covid-19], emitido pela Direção-Geral da Saúde em como a dose de reforço irá até aos 18 anos, obviamente, feito de acordo com prioridades", disse o governante à rádio Renascença. "Essas prioridades englobam pessoas com mais de 18 anos com comorbilidades", explicou.

O processo de vacinação irá decorrer, "como temos feito, noutras faixas e noutras circunstâncias, por faixas de maior idade: 40 anos e depois por aí abaixo, por faixas decrescentes até aos 18 anos", afirmou António Lacerda Sales.

De acordo com o parecer da CTVC, divulgado no site da DGS, "os dados e a evidência disponíveis indicam um claro benefício da vacinação contra a covid-19 com dose de reforço para as pessoas com 40 ou mais anos de idade e das pessoas com 18 aos 39 anos com comorbilidades, pelo que a vacinação destas pessoas é fortemente recomendada, no atual contexto epidemiológico".

O parecer diz, contudo, que "os dados e a evidência disponíveis são mais incertos relativamente à magnitude do benefício com a vacinação das pessoas com menos de 40 anos sem comorbilidades, especialmente por não ser possível antecipar o impacto da vacinação destas faixas etárias na evolução da situação epidemiológica com predominância da variante Ómicron".

Astrazeneca diz que terceira dose da sua vacina aumenta anticorpos contra a Ómicron

Também esta quinta-feira, o laboratório farmacêutico anglo-sueco Astrazeneca anunciou que uma terceira dose da sua vacina contra a covid-19 aumenta "significativamente" o nível de anticorpos contra a variante Ómicron, citando um estudo clínico.

"Os níveis de anticorpos que neutralizam a Ómicron após uma terceira dose da Vaxzevria [vacina contra a covid-19] foram globalmente similares aos níveis alcançados após as duas doses contra a variante Delta", detalhou a farmacêutica em comunicado.

"Os níveis observados após uma terceira dose foram maiores do que os anticorpos encontrados em indivíduos que haviam sido previamente infetados e recuperaram-se naturalmente" das variantes Alfa, Beta, Delta e cepas originais do SARS-CoV-2, referiu o laboratório.

O estudo da terceira dose foi conduzido "independentemente" por investigadores da Universidade de Oxford com quem a farmacêutica desenvolveu a sua vacina.

"É muito encorajador ver que as vacinas atuais têm o potencial de proteger contra a Ómicron após uma terceira dose de reforço", declarou John Bell, um dos investigadores que conduziram o estudo.

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