Portugal participa em missão da NATO de elevada prontidão para resposta a crises

A missão vai decorrer este ano e, segundo o Ministério da Defesa Nacional, visa preparar situações de intervenções militares rápidas.

Portugal participa em 2022 na NATO Response Force, uma força conjunta multinacional de elevada prontidão "capaz de assegurar uma resposta militar rápida a uma crise emergente", contemplando uma task force que pode ser ativada pela Aliança Atlântica.

"De acordo com os compromissos internacionais assumidos com a NATO, em 2022 Portugal participa na NATO Response Force (NRF), que está sob o comando do Supreme Allied Commander Europe (SACEUR) e constitui uma força conjunta multinacional de elevada prontidão capaz de assegurar uma resposta militar rápida a uma crise emergente", revelou o Ministério da Defesa Nacional, numa resposta enviada à Lusa.

A estrutura da NATO Response Force contempla em 2022 a designada Very High Readiness Joint Task Force (VJTF), uma estrutura com uma prontidão de até 7 dias. De acordo com o MDN, "os meios atribuídos por Portugal à VJTF, para 2022, podem ser empregues pela NATO, em caso de ativação, na sua totalidade ou parcialmente, em função da tipologia da missão a realizar".

Ao mesmo tempo, acrescenta o MDN na resposta, "Portugal participa regularmente em exercícios conjuntos com os países aliados, como é o caso recente da NATO Tailored Forward Presence, na Roménia" e "tal como aconteceu em 2021, também para este ano está previsto o envio de militares portugueses, designadamente uma Companhia de Atiradores Mecanizada".

A Lusa questionou o Ministério da Defesa sobre as declarações do social-democrata Luís Marques Mendes no domingo, no seu espaço de comentário habitual na SIC, no qual declarou que "Portugal vai ter tropas na Roménia, ao abrigo do acordo NATO", no âmbito do clima de tensão entre a Rússia e a Ucrânia, e que esta participação foi decidida pelo Governo em consenso com o Presidente da República e partidos da oposição durante a campanha eleitoral para as legislativas.

Na resposta enviada à Lusa, o ministério remete ainda para informação pública divulgada em janeiro no 'site' do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), sobre as missões internacionais com o empenhamento de Forças Nacionais Destacadas em 2022 "e que foram objeto de aprovação pelo Conselho Superior de Defesa Nacional".

Nesse documento, no âmbito da missão da NATO na Roménia, que visa "contribuir para a dissuasão e defesa da Aliança no seu flanco sudeste", foi aprovado o empenhamento de 174 militares portugueses ao longo do ano de 2022.

Atualmente, de acordo com a página oficial do EMGFA na internet, na Roménia, ao abrigo da Tailored Forward Presence estão empenhados quatro militares.

Já no âmbito da Very High Readiness Joint Task Force (VJTF), o documento do EMGFA indica que, caso seja necessário, podem ser empenhados nesta missão 1049 militares portugueses, 1 navio, 162 viaturas táticas e 7 aeronaves.

A NATO Response Force contempla ainda mais duas forças: a Initial Follow on Forces Group, com prontidão de 30 dias, e a Nato Readiness Initiative, com prontidão "a definir".

Portugal integra a NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) desde a sua fundação, em 1949. Fazem também parte desta aliança política e militar, entre outros, os Estados Unidos da América, Canadá, Reino Unido, Alemanha e Turquia.

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