Recorde de infeções. Internamentos e incidência continuam a subir

Nas últimas 24 horas houve 40 945 novos casos e 20 mortos. O número de internados já chega aos 1635 e a incidência subiu para os 3615,9 casos de infeção por 100 mil habitantes. 76% das infeções são no Norte e Lisboa e Vale do Tejo.

Dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) indicam que foram registados em Portugal, nas últimas 24 horas, 40 945 novos casos de covid-19. Trata-se de um recorde de infeções num só dia desde o início da pandemia.

Há mais 20 mortes devido à infeção, refere ainda o relatório desta quarta-feira (12 de janeiro).

O Norte e Lisboa e Vale do Tejo são as regiões com mais casos, com 15 943 e 15 293, respetivamente, o que representa 76% do total de infeções do país. No que diz respeito a óbitos, 14 foram declarados em Lisboa e Vale do Tejo, cinco no Norte e um no Algarve.

No restante da contabilidade de novos casos, no Centro foram contabilizados 4850, na Madeira foram 2046, no Algarve chegou aos 1241, no Alentejo foram 1133 enquanto a Madeira reportou 439.

No que se refere à situação dos hospitais, o boletim diário mostra que há agora 1635 internados com a doença (mais 71 que no boletim de terça-feira), dos quais 167 estão em unidades de cuidados intensivos (mais 14).

A matriz de risco indica a nível de incidência há agora 3615,9 casos de infeção SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 habitantes a nível nacional, quando na anterior atualização era de 3204,4. Tendo em conta a penas o continente a taxa é de 3615,3 casos de infeção, quando na segunda-feira era de 3209,1.

O R(t) está agora nos 1,23 tanto no continente como a nível nacional (era de 1,24).

Há neste momento 276 894 casos ativos, uma subida de 7443, sendo que há 236 992 casos em vigilância.

Nas últimas 24 horas foram dadas como recuperadas da doença 33 482 pessoas.

Certificados com nove meses de validade

Informação atualizada da DGS indica que a dose de reforço da vacina contra a covid-19 já foi integrada nos certificados de vacinação, que passam a ter nove meses de validade.

De acordo com a autoridade nacional de saúde, a partir de 1 de fevereiro, passará a haver, na União Europeia, um prazo de validade com indicação do esquema vacinal primário: 1/1 (para vacinas de dose única ou para quem recuperou da infeção) e 2/2 (para vacinas de duas doses).

A DGS acrescenta que é possível aceder ao certificado de vacinação com indicação da dose de reforço 14 dias após a data da administração e que durante este período pode ser usado o certificado de vacinação anterior.

O documento é obrigatório para entrar em restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local, espetáculos culturais, eventos com lugares marcados e ginásios.

"Em Portugal foram já emitidos cerca de 13 750 000 certificados, dos quais cerca de 450 000 são certificados de recuperação [da infeção], 1 200 000 são certificados de testagem com resultado negativo e aproximadamente 12 100 000 correspondem a certificados de vacinação", avançaram esta quarta-feira à Lusa os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

Norma da DGS não prevê, por enquanto, doses de reforço para crianças

A DGS também atualizou a norma relativa à campanha de vacinação contra a covid-19, que integra as vacinas em idade pediátrica mas exclui, por enquanto, as crianças das doses de reforço.

Segundo a norma, está recomendada a dose de reforço, por prioridades, a profissionais, residentes e utentes em lares ou instituições do género, profissionais dos serviços de saúde (públicos e privados) e de outros serviços prestadores de cuidados e bombeiros envolvidos no transporte de doentes.

Depois destes grupos, são abrangidas pela dose de reforço as pessoas com 40 ou mais anos de idade, por faixas etárias decrescentes, as pessoas entre os 18 e os 39 anos de idade, com patologias prioritárias como as neoplasias, transplantação, imunossupressão, doenças neurológicas, perturbações do desenvolvimento, doenças mentais, doença hepática crónica, diabetes ou obesidade, doença cardiovascular ou doença renal ou pulmonar crónica.

Estão ainda abrangidas pelas doses de reforço as pessoas com idade igual ou superior a 18 anos com esquema vacinal primário com a vacina da Janssen e pessoas entre os 18 e os 39 anos de idade, por faixas etárias decrescentes.

A norma, que refere que o plano de vacinação contra a covid-19 é "dinâmico, evolutivo e adaptável à evolução do conhecimento científico, à situação epidemiológica e à calendarização da chegada das vacinas contra a covid-19 a Portugal", integra a vacinação em idade pediátrica (dos 5 aos 11), dando prioridade às patologias com risco acrescido, mas não prevê, por enquanto, doses de reforço para as crianças.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG