Portugal abaixo da média da UE na qualidade das elites

Portugal surge na 28.ª posição, entre 151 países analisados, no Índice de Qualidade das Elites, em 14.º entre 25 países da União Europeiada

Portugal surge na 28.ª posição, entre 151 países analisados, no Índice de Qualidade das Elites (EQx) 2021, um ranking internacional de economia política que fornece uma visão dos sistemas de elites nacionais e da criação de valor esperada num mundo pós-covid.

Em termos de União Europeia, Portugal aparece na 14.ª posição entre os 25 países avaliados, ou seja, abaixo da média europeia. Embora apresente melhor posicionamento que outros países do sul e/ou do ex-bloco de leste, é superado pelos países mais dinâmicos deste bloco (Estónia, República Checa, Lituânia e Eslovénia, revela o estudo promovido pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) e a Universidade de Saint Gallen (Suíça), em colaboração com uma rede internacional de parceiros e instituições académicas.

Para estes resultados contribuem "a fraca competitividade externa, o elevado nível de endividamento, a estrutura de especialização em atividades vocacionadas para mercado interno e a péssima qualidade institucional", destacam os Professores da FEP e investigadores do CEF.UP Cláudia Ribeiro e Óscar Afonso.

O índice baseia-se em 107 indicadores (mais 35 do que o relatório anterior) e em quatro áreas conceptuais - poder económico, valor económico, poder político e valor político - categorizando as elites em "muito alta qualidade" (posição de 1 a 10), "elites de alta qualidade" (posição de 11 a 25), "elites de qualidade" (posição de 26 a 75), "elites de qualidade média" (posição de 76 a 124) e "elites atrasadas" (posição superior a 125).

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