O Tribunal São João Novo, no Porto, condenou três agentes da PSP a penas entre os quatro anos e dez meses de prisão e os oito anos e nove meses de prisão por procedimentos policiais abusivos. O julgamento foi finalizado esta terça-feira, 14 de julho.A pena mais gravosa foi de oito anos e nove meses de prisão, seguindo-se outra de sete anos e oito meses de prisão. Há ainda uma pena de quatro anos e 10 meses de prisão, suspensa na sua execução por igual período e sujeita a regime de prova. Já um subcomissário do Comando Metropolitano do Porto da PSP, igualmente arguido no processo, foi absolvido.“Estão em causa crimes graves”, disse a presidente do coletivo de juízes durante a leitura do acórdão. Dirigindo-se aos arguidos, a magistrada afirmou que “vestir a farda não dá direito a passar por cima daquilo que é legal”. “Deviam ter sido os primeiros a zelar para que as coisas sejam feitas na legalidade”, vincou.Segundo a acusação do Ministério Público (MP), os crimes terão ocorrido entre dezembro de 2022 e julho de 2023 e relacionam-se com a “atuação delitiva” dos três agentes da PSP, que atuavam no âmbito do combate ao tráfico e consumo de drogas em bairros da zona do Porto, com reflexos em sete processos-crime.Ainda segundo a acusação, os arguidos falsearam autos de busca e apreensão, no que diz respeito ao dinheiro e droga apreendida, apoderando-se, depois, de parte para a distribuir a terceiros.A acusação sublinhava ainda que os arguidos estabeleceram “pactos de silêncio” com toxicodependentes que encontravam nos bairros intervencionados para que identificassem os traficantes em flagrante delito, dando-lhes em troca droga para consumo.MP acusa polícias do Comando Metropolitano do Porto envolvidos em procedimentos abusivos.Prisão preventiva para três polícias detidos no Porto por suspeita de tráfico de droga