Ponte militar na A14 começa a ser montada na quinta-feira

Ponte será uma alternativa a quem circula entre Coimbra e Figueira da Foz, devido ao encerramento daquela autoestrada após o aluimento do piso

A ponte militar que vai ligar a autoestrada A14 à EN 111 na zona de Maiorca, Figueira da Foz, começa a ser instalada na quinta-feira, decorrendo hoje os trabalhos preparatórios naquelas vias, disse fonte camarária.

A ponte, que vai permitir a passagem alternada de trânsito em ambos os sentidos, com recurso a semáforos, constitui mais uma alternativa a quem circula entre Coimbra e Figueira da Foz, face ao encerramento, no domingo, da A14, devido ao aluimento do piso.

"Estão a ser feitas terraplanagens e outros trabalhos e a montagem da ponte começa na quinta-feira", disse à agência Lusa Nuno Osório, comandante operacional da Proteção Civil municipal da Figueira da Foz.

A estrutura militar terá 55 metros, 40 metros de vão e 4,5 metros de largura e será instalada por cima da chamada Vala Real, junto ao nó da autoestrada em Santa Eulália. A opção como que recupera o anterior percurso daquela estrada nacional, existente naquele local antes da construção, em 1994, do IP3 (hoje A14).

Questionado sobre se foi discutida a eventualidade da ponte ter apenas um sentido de trânsito entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho - e não os dois que foram anunciados, o que poderá levar à acumulação de veículos na travessia militar - circulando o tráfego, em sentido contrário, pela atual alternativa de estradas secundárias que passa pelo interior da vila de Maiorca e aldeia de Santo Amaro da Boiça, Nuno Osório frisou que essa opção não foi colocada.

"Não foi pensado assim, mas só a funcionar é que se pode ver. Vamos aferir como corre", alegou.

Já fonte do gabinete da presidência da autarquia da Figueira da Foz disse que o cenário da ponte ter só um sentido "não foi equacionado", mas admitiu que o trânsito poderá acumular-se junto à ponte militar, que terá semáforos e onde a circulação está limitada a uma velocidade máxima de 20 km por hora.

"Não vamos fechar a ligação por Santo Amaro [da Boiça]. A ideia é abrir mais uma possibilidade, mais um percurso alternativo. Vai haver constrangimentos, mas quem não quiser esperar pelo semáforo vai por Santo Amaro [em direção à EN 111 em Quinhendros, um percurso de 12 km], quem quiser vai por ali [pela ponte militar, percorrendo menos 7 km do que a alternativa]", indicou.

O presidente da junta de freguesia de Maiorca, Filipe Dias, espera, por seu turno, que a alternativa da ponte militar possa tirar "cerca de 70% do trânsito", que atualmente atravessa a freguesia em Santo Amaro da Boiça, embora admita que a aldeia "vai ter sempre problemas" enquanto a situação do colapso do piso na A14 não estiver resolvida.

"É normal que haja engarrafamentos na ponte militar. Mas estou convencido que vai libertar muito trânsito, especialmente ao início da manhã e final da tarde, que é quando há mais problemas", sustentou.

A A14 está interdita à circulação automóvel, na zona de Maiorca, concelho da Figueira da Foz, desde as 08:30 de domingo, na sequência de um aluimento do piso. De acordo com a Brisa, a reparação deverá demorar seis a sete semanas, mas o secretário de Estado das Infraestruturas, que na terça-feira visitou o local, alargou esse prazo para sete a nove semanas, mais de dois meses.

A EN111, que deveria funcionar como "alternativa natural" à autoestrada A14 está também interrompida ao trânsito, nos dois sentidos, devido a obras na zona das Pontes de Maiorca (onde a ponte militar irá ser instalada), estando o tráfego entre a Figueira da Foz e Coimbra a processar-se por vias secundárias.

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