PJ subiu a uma das torres de vigia e confirmou que guardas não tinham visão periférica

Inspetores estiveram ontem na torre 7, a mais próxima do local de fuga dos três reclusos no domingo e constataram que nas posições em que os guardas estavam não tinham visão periférica

A investigação à evasão de dois chilenos e um luso-israelita da cadeia de Caxias, no passado domingo, já implicou os inspetores da Polícia Judiciária irem ao terreno e verem, in loco, as condições que os guardas de serviço naquele dia tinham para poder impedir a fuga. Segundo adiantou fonte prisional ao DN, a PJ subiu ontem à Torre 7, a mais próxima do local da fuga, e constatou que os guardas, nas posições em que se encontravam, não abrangiam o ângulo periférico em que os três fugitivos eram visíveis.

Ontem decorreu uma reunião na cadeia de Caxias com o chefe dos guardas e os delegados sindicais, em que foi decidida a realização de um plenário de trabalhadores no próximo dia 3 de março, sexta-feira, motivado por todas as críticas públicas aos guardas que surgiram depois da notícia da evasão de três reclusos no domingo. Os delegados sindicais de Caxias vão propor uma rotação de turnos diferente para possibilitar um reforço do pessoal nas guaritas, onde se constatou ser necessário haver vigilância periférica. Até porque a ausência dessa vigilância facilitou, aparentemente, a fuga de domingo.

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