Segundo a RTP, a proposta de suplemento estava nos 160 euros.
Segundo a RTP, a proposta de suplemento estava nos 160 euros.Leonardo Negrão / Global Imagens

Polícias não chegam a acordo com o Governo sobre suplemento para unidade fronteiriça

Sindicatos dizem que suplemento iria significar apenas um aumento de 70 euros para agentes que se juntem à unidade fronteiriça, já que perderiam os outros suplementos que já ganham.
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O Governo e as associações sindicais das forças policiais não chegaram a um acordo para o valor do suplemento dos agentes da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), que esteve a ser discutido esta quinta-feira.

De acordo com a RTP, o governo tinha proposto 160 euros de suplemento a ser aplicado já este ano e com crescimento previsto para 210 a partir de 2027. Este suplemento, no entanto, iria significar a perda de outros já auferidos pelos agentes, como o suplemento de patrulha.

À saída da reunião como o ministro da Administração Interna, Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), classificou a proposta como "frágil". "Há aqui incongruências. Um profissional que entre na UNEF vai perder o suplemento de patrulha ou de comando", disse aos jornalistas. 

Para Paulo Santos, esta proposta "não vai atrair um jovem da patrulha" porque o aumento, perdendo o suplemento de patrulha e ganhando o da UNEF, ficaria apenas "na casa dos 70 euros", pondo em risco a estabilidade da unidade.

"Queremos uma valorização para os colegas da UNEF porque têm uma dupla formação e estão a fazer missões que eram de outras polícias e eram muito bem pagas", acrescentou, sublinhando que a ASPP quer "renegociar estes valores" e "reestruturar" os "suplementos e tabelas remuneratórias".

Depois da reunião com os sindicatos da PSP, que terminou depois das 18h00, o ministro da Administração Interna recebe ainda as associações representantes da GNR.

Esta reunião foi convocada pelo MAI e está prevista outra reunião para o dia 29 de setembro sobre a reestruturação das carreiras e a organização do tempo de trabalho, segundo as convocatórias a que a Lusa teve acesso.

Na semana passada, a ASPP/PSP e a APG/GNR anunciaram um ciclo de protestos conjuntos entre 22 de setembro e 30 de outubro.

Em causa, sustentaram, está o incumprimento do acordo assinado com o Governo em 2024 por cinco organizações sindicais, que aumentou em 300 euros o suplemento de risco, para valores distintos do da PJ, mas que ainda não concretizou a revisão salarial, de carreira e do sistema de avaliação.

Com Lusa

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