Poeiras vindas do Norte de África vão afetar a qualidade do ar nos próximos dias
Reinaldo Rodrigues (Arquivo)

Poeiras vindas do Norte de África vão afetar a qualidade do ar nos próximos dias

DGS explica que este poluente (partículas inaláveis - PM10) tem efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível, como crianças e idosos, que devem ser objeto de cuidados redobrados.
Publicado a
Atualizado a

A Direção-Geral da Saúde (DGS) alertou esta sexta-feira, 4 de setembro, para a fraca qualidade do ar devido à concentração de poeiras provenientes do norte de África, em suspensão na atmosfera, e recomendou à população mais vulnerável para evitar sair de casa.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta sexta-feira e no sábado haverá poeiras em suspensão.

Numa nota publicada no site oficial, a DGS avisa que uma massa de ar proveniente dos desertos do Norte de África, que transporta poeiras em suspensão, está prevista atravessar Portugal Continental, o que afeta a generalidade do território nacional, principalmente as regiões Centro e Sul.

Devido às poeiras, está prevista a "ocorrência de uma situação de fraca qualidade do ar no Continente, registando-se um aumento das concentrações de partículas inaláveis de origem natural no ar".

A DGS explica que este poluente (partículas inaláveis - PM10) tem efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível, como crianças e idosos, que devem ser objeto de cuidados redobrados.

A autoridade de saúde, recomenda, por isso, à população para que evite esforços prolongados, limite a atividade física ao ar livre e evite a exposição a fatores de risco, como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes.

Para crianças, idosos, doentes com problemas respiratórios crónicos, designadamente asma, e doentes do foro cardiovascular, a DGS recomenda que permaneçam no interior de edifícios sempre que for possível e, preferencialmente, com as janelas fechadas, devido à "sua maior vulnerabilidade aos efeitos deste fenómeno".

Os doentes crónicos devem manter os tratamentos médicos em curso, segundo a DGS.

Diário de Notícias
www.dn.pt