O presidente da Câmara de Penacova criticou esta quinta-feira, 6 de agosto, a falta de soluções da Infraestruturas de Portugal para duas estradas cortadas desde a passagem da tempestade Kristin, a regional 110 (ER110) e a nacional 2 (EN2).A tomada de posição em relação às duas estradas cortadas há cerca de seis meses foi aprovada esta quinta-feira em conselho intermunicipal da Região de Coimbra, que decorreu em Cantanhede, durante a qual se exigiram respostas e soluções da Infraestruturas de Portugal (IP).No caso da EN2, o presidente da Câmara de Penacova, Álvaro Coimbra, afirmou que a estrada está cortada num troço de menos de 300 metros, afetada por um “deslizamento severo”, que também teve impactos no cemitério da Carvoeira e que obrigou à realização de trasladações.O município apresentou um relatório do Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção (Itecons) da Universidade de Coimbra a apontar para a possibilidade de uma reabertura provisória daquele troço, com circulação alternada, mas Penacova recebeu, por parte da IP, um “rotundo não”.“É nítido um decréscimo grande da atividade turística, não apenas pelo que está a acontecer na nacional 2, mas também na [ER] 110, que está também cortada ao trânsito. É preciso pedir explicações à IP para fazer pressão para que as obras avancem o mais rápido possível”, defendeu.No caso da ER110, o autarca lamentou que, apesar de o projeto de requalificação da estrada ter terminado em julho, as obras ainda não avançaram.Álvaro Coimbra referiu também que a IP recusou, inclusive, a definição de um canal de emergência que pudesse ser usado em contexto de combate a incêndios.