Pedro Dias rouba carro em Arouca e é visto em Vila Real

Dona de uma casa em Moldes (Arouca) e vizinho foram amarrados. GNR procura fugitivo em Trás-os-Montes

Centenas de militares da Guarda Nacional Republicana do Norte do país estiveram durante a noite a tentar encontrar Pedro Dias, o homem que é procurado desde a madrugada de terça-feira (11) após ter matado um GNR e um civil e ferido dois elementos da Guarda, um com gravidade, e a mulher do civil.

Esta operação, que também envolveu a Polícia Judiciária, começou ao início da tarde depois do alerta dado pela proprietária de uma casa situada em Moldes (uma freguesia do concelho de Arouca) que foi amarrada e vendada depois de se ter deparado com Pedro Dias na sua habitação. Também um vizinho, que ouviu os gritos da mulher, acabou amarrado. De acordo com os relatos que os dois fizeram mais tarde à GNR, o fugitivo terá saído de Moldes no carro do homem - um Opel Astra.

Mais tarde esse veículo terá sido visto em Vila Real, o que levou ao reforço das operações na zona, tal como em áreas limítrofes do concelho. De acordo com as informações adiantadas pela GNR, foi perdido o rasto do veículo na zona industrial de Vila Real.

Todos os postos em alerta

Segundo a Guarda ficaram de imediato em alerta todos os postos de Aveiro, Guarda, Vila Real e Viseu.

Esta decisão surgiu depois de as duas pessoas que ficaram amarradas terem falado com as autoridades. "Presumimos que seja o suspeito. Tudo indica que seja ele", disse ao DN o tenente-coronel Vendas Alves, da GNR de Aveiro. O oficial explicou que quando os militares chegaram ao local, a mulher (com cerca de 50 anos) ainda se encontrava vendada e amarrada, enquanto o homem (64 anos), já se tinha conseguido libertar das amarras.

A GNR, segundo o tenente-coronel Vendas Alves, foi alertada pelo filho do homem sequestrado, que tinha combinado almoçar com o pai e que, não tendo notícias dele, foi a sua casa e não o viu nem à viatura. Ainda de acordo com os dados conhecidos, o encontro de Pedro Dias com a dona da casa, que não vive habitualmente ali, e com o vizinho, terá acontecido entre as 13.30 e as 15.30.

O carro roubado foi depois avistado perto de Vila Real. "Houve contacto visual entre uma patrulha de Vila Real e a viatura", confirmou mais tarde ao DN o major Marco Cruz. O porta-voz da GNR salientou, no entanto, que os militares não viram o condutor, pelo que não existia uma confirmação oficial de que o homem que assaltou as duas pessoas em Moldes seja o suspeito dos crimes de Aguiar da Beira, apesar de ser essa a indicação das vítimas.

Estas informações foram mais tarde reforçadas por um telefonema que a GNR disse à agência Lusa ter recebido de um popular a denunciar que tinha visto o referido carro a passar na aldeia de Carro Queimado (concelho de Vila Real).

Médico pede que se entregue

Enquanto decorria a operação policial, o médico Victor Brandão, que se apresentou como amigo de Pedro Dias, falou aos canais de televisão. Nessas declarações disse desconhecer que o fugitivo tinha treino militar (como foi noticiado) e apelou a que este se entregasse a "uma pessoa em que confie". Definiu-o como "afável e conciliador" e que "deve estar assustado".

Pedro Dias é procurado pelas autoridades desde a madrugada de terça-feira, quando terá matado um militar da GNR e um civil e ferido mais três pessoas, uma delas uma mulher que ainda se encontra internada com um traumatismo cranioencefálico. Já o guarda que foi ferido com gravidade na terça-feira recebeu alta hospitalar na sexta-feira. De acordo com um comunicado da Guarda, a "situação clínica, apesar de estável, requer acompanhamento médico". Recorde-se que o guarda foi atingido na cabeça e deixado no chão, acabando por ser ele, quando voltou a estar consciente, a procurar ajuda e a dar o alerta para o que tinha acontecido em Aguiar da Beira quando a patrulha abordou Pedro Dias, que estava num carro junto a um hotel em construção.

O fugitivo, de 44 anos, deixou a sua identificação junto do militar que morreu. Está referenciado como sendo um homem agressivo.

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