O consumo de bebidas alcoólicas e de droga está a diminuir em Portugal. Esta é uma das conclusões apresentadas nos relatórios sobre a Situação do País em Matéria de Álcool, Drogas e Toxicodependências, referente a 2024, que na manhã desta quarta-feira (18 de fevereiro) são apresentados na Assembleia da República.Nos documentos, entregues pela Coordenação Nacional para os Comportamentos Aditivos e as Dependências, é referido que nos dois anos analisados (2023 e 2024) se detetou uma queda das "das prevalências de consumo de qualquer droga, atingindo os níveis mais baixos desde 2015".O que, aliás, também aconteceu no álcool: "Entre os jovens de 18 anos, o consumo ao longo da vida, recente e atual registou duas descidas consecutivas, também para mínimos desde 2015".Há, todavia, um sinal de alerta relacionado com quem consome. De acordo com os relatórios "as raparigas apresentaram, pelo terceiro ano consecutivo, prevalências de consumo de álcool superiores às dos rapazes".Do lado menos positivo deste trabalho durge o facto de ter sido detetado um "aumento da experiência de problemas relacionados com drogas entre consumidores, mantendo-se igualmente a dependência e o consumo de risco elevado de canábis nos mais jovens".Também no que diz respeito ao álcool, continuaram a ser verificados "padrões de risco elevado/nocivo e agravamento da dependência desde 2012, embora alguns indicadores tenham estabilizado em jovens".Quanto ao consumo de droga, a cocaína surge como o estupefaciente mais prevalente nas overdoses dos últimos quatro anos e, entre quem iniciou tratamento, atingiu em 2024 os valores mais altos dos últimos dez anos, reforçando a tendência já observada em 2023.Em queda, durante o ano de 2024, estiveram as overdoses que, de acordo com os dados divulgados pela Coordenação Nacional para os Comportamentos Aditivos e as Dependências diminuíram 18% face a 2023, mas os valores dos últimos quatro anos são os mais altos desde 2009.A grande maioria das overdoses envolve mais do que uma substância, sendo frequente a combinação drogas ilícitas + benzodiazepinas + álcool.A subir está o número de pessoas em tratamento, tanto para drogas como para álcool, com 2024 e 2023 a apresentarem os valores mais altos desde 2015.