António Salvador, presidente do Sp. Braga
António Salvador, presidente do Sp. BragaFOTO: Hugo Delgado / Lusa

Operação Éter: António Salvador e Sp. Braga absolvidos pelo Tribunal da Relação

Decisão é consequência do recurso da sentença que condenou o Sp. Braga ao pagamento de 18 mil euros e Salvador a 15 meses de prisão, com pena suspensa, por falsificação de documentos.
Publicado a
Atualizado a

O Sp. Braga e o seu presidente, António Salvador, foram absolvidos, esta quarta-feira, 22 de abril, pelo Tribunal da Relação do Porto, no âmbito da Operação Éter, depois de terem sido condenados em primeira instância, informou o clube minhoto.

"O SC Braga e a sua Direção tomaram conhecimento da decisão absolutória do clube e do seu Presidente, António Salvador, no âmbito da Operação Éter, congratulando-se com a posição adotada pelo Tribunal da Relação do Porto que, revogando a decisão da primeira instância, fez justiça e permite repor o bom nome dos envolvidos relembrando-se que o SC Braga e o seu Presidente sempre afirmaram e pugnaram pela transparência e legalidade em todo o processo administrativo em causa e, assim, a sua inocência", pode ler-se.

A decisão é consequência do recurso da sentença que condenou os bracarenses ao pagamento de 18 mil euros e António Salvador a 15 meses de prisão, com pena suspensa, por falsificação de documentos, em setembro de 2024.

Também no âmbito da Operação Éter, o Tribunal da Relação do Porto reduziu de sete para quatro anos e meio a pena de prisão efetiva aplicada ao antigo presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Melchior Moreira.

Segundo o acórdão proferido esta quarta-feira, a que a agência Lusa teve acesso, na sequência de recursos interpostos por vários arguidos, o Tribunal da Relação do Porto (TRP) diminuiu os anos de prisão aplicados pelo tribunal da primeira instância, em setembro de 2024, mas manteve a pena de quatro anos e seis meses efetiva, condenando Melchior Moreira por 17 crimes de abuso de poder, cometidos durante o seu mandato com contratos ilícitos celebrados por aquela entidade.

O presidente da TPNP de 2009 a 2019 é o principal arguido no processo, denominado de Operação Éter, que tem 29 arguidos (21 singulares e oito entidades coletivas) e envolveu cerca de centena e meia de crimes económicos, nomeadamente corrupção, peculato, participação económica em negócio, abuso de poder, falsificação de documento e recebimento indevido de vantagem.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt