O antigo escravo que se tornou o americano mais fotografado do século XIX

Entre 1841 e 1895, Frederick Douglass tirou, pelo menos, 160 fotografias, reunidas num livro.

Nem o presidente Abraham Lincoln, nem o general George Custer, nem o escritor Walt Whitman. O norte-americano mais fotografado do século XIX foi Frederick Douglass, um escravo libertado que se tornou abolicionista, orador eloquente e autor, reclama o livro Picturing Frederick Douglass: An Illustrated Biography of the Nineteenth Century"s Most Photographed American.

A obra, da autoria de John Stauffer, Zoe Trodd e Celeste-Marie Bernier, "promete revolucionar o nosso conhecimento sobre a raça e a fotografia na América do século XIX", segundo se lê no Amazon, onde é possível adquirir o livro. Picturing Frederick Douglass conseguiu reunir 160 fotografias deste homem, muitas delas nunca publicadas, tiradas entre 1841 e 1895, sendo que a última delas o retrata no dia após a sua morte.

Frederick Douglass nasceu em 1818 em plena escravatura. A paixão pela fotografia, que considerava uma "arte democrática", tornou-se uma obsessão. Começou a posar para as câmaras logo depois de se ter libertado da escravatura, em Maryland, e passou a escrever ensaios sobre a influencia moral e social da fotografia, que, defendia, podia levar autoconfiança aos oprimidos.

Para ele, a fotografia era uma espécie de ferramenta de relações públicas. De acordo com o The Washington Post, Frederick Douglass usava-as para fazer passar a sua mensagem. Figurava como um homem bem vestido, aspeto elegante, ar decidido. E as pessoas viam-no como um líder. Assim, para ele, a fotografia tinha a capacidade de promover a igualdade, de acabar com os estereótipos do que era ser negro naquela época.

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