Número recorde de ataques de tubarões, que vão continuar a aumentar

Os ataques não provocados de tubarões voltaram a aumentar em 2015, tendo morrido o dobro das pessoas comparativamente com 2014

Os ataques não provocados de tubarões atingiram um número recorde em 2015: 98. Seis foram fatais, o dobro comparativamente com 2014 (72 ataques). Duas das mortes ocorreram na Ilha de Reunião, com as outras a registarem-se nos EUA, Austrália, Egito e Nova Caledónia, de acordo com os dados revelados na segunda-feira e que são recolhidos por especialistas em todo o mundo.

Define-se por ataque não provocado aquele em que um ser humano é atacado num habitat natural do tubarão sem que tenha provocado o animal. Segundo os registos do International Shark Attack File - que são guardados na Universidade da Florida, nos EUA - foram analisados 164 incidentes em 2015, entre eles o do surfista Mick Fanning, que foi atacado na África do Sul, durante uma etapa do Mundial de surf.

Os surfistas foram mesmo os mais visados nos ataques (49%), seguindo-se os nadadores (42%) e praticantes de snorkeling (9%). Nenhum mergulhador foi atacado.

Os 98 ataques não provocados de 2015 ultrapassam o anterior recorde de 88 em 2000. George Burgess, diretor do International Shark Attack File, salienta, citado pela Reuters, que estas situações vão continuar a aumentar.

Os EUA registaram o maior número de ataques não provocados, 59 (30 dos quais na Florida), seguindo-se a Austrália com 18 e a África do Sul com oito. Quanto ao caso americano, Burgess alerta que os ataques acontecem cada vez mais para norte, inclusivamente, no ano passado houve um incidente em Nova Iorque, algo raro.

Apesar do número de tubarões estar a diminuir devido à pesca excessiva e à destruição do seu habitat, os ataques deverão continuar aumentar. Com o crescimento da população mundial e o facto de cada vez mais pessoas passarem mais tempo no mar, principalmente devido a atividade recreativas, o risco de um ataque é também maior.

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