O número de empregadores em 'lay-off' recuou 30,2% em 2025, em termos homólogos, para 943, invertendo a tendência de subida dos últimos anos, segundo o relatório sobre emprego e formação profissional, divulgado esta terça-feira.No ano passado, "943 entidades empregadoras estiveram em situação de 'lay-off', o que correspondeu a uma diminuição de cerca de 30% face ao período homólogo", aponta o relatório do Centro de Relações Laborais (CRL).Deste modo, o recuo de 30,2% representa menos 408 entidades face às 1.351 registadas em 2024, ano que em se registou o valor mais alto da série em análise, isto é, desde 2021."Em 2025, inverteu-se a tendência de acréscimo que se vinha registando nos últimos anos", aponta ainda o documento com base nos dados disponibilizados pela Segurança Social, onde é possível constatar que o número de entidades empregadoras em 'lay-off' tem vindo a aumentar consecutivamente desde 2023, inclusive.Por outro lado, verificou-se ainda uma redução do número de beneficiários com prestações de 'lay-off' (menos 17,3%, "o que correspondeu a cerca de menos 4,5 mil beneficiários".As mulheres continuam a representar mais de metade dos beneficiários (54,2% de mulheres face a 45,8% de homens, em 2025).Segundo o relatório, o regime de suspensão temporária de trabalho abrangeu cerca de 11,3 mil beneficiários em 2025, menos 12% face ao ano anterior, enquanto o regime de redução de horário de trabalho abrangeu 12,9 mil (o equivalente a um recuo de 14,6%).O ‘lay-off’ consiste na redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a motivos de mercado, motivos estruturais ou tecnológicos ou catástrofes ou outras ocorrências que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa.Ainda no que toca ao mercado de trabalho, o documento revela ainda que em 2025 foram "comunicados 552 despedimentos coletivos que abrangeram um total de cerca de 6,5 mil trabalhadores despedidos (mais 10,3% face ao período homólogo)"."Relativamente ao ano anterior, em 2025, verificou-se um aumento de 11,1% do número de despedimentos coletivos comunicados, o que correspondeu a mais 55 despedimentos", acrescenta.Entre 2024 e 2025, o número de contratos de trabalho registados na Segurança Social subiu 3,3% para 7.213,1 mil contratos, sendo que destes 1.936,3 mil, ou seja 26,8%, eram novos contratos.Durante a sessão de apresentação do relatório, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social salientou a "trajetória extremamente positiva" do mercado de trabalho em 2025, destacando nomeadamente os "elevados níveis de criação de emprego, o crescimento da população ativa", bem como a "consistente redução do desemprego".Rosário Palma Ramalho destacou ainda que "aumentou a participação" de pessoas com mais de 55 anos no mercado de trabalho, o que para o Governo "é muito positivo".É "um primeiro sinal de que temos tendência para prolongar a vida profissional e para atrasar a saída do mercado de trabalho, que é benéfico não só para a economia, mas também para as pessoas", assinalou.Não obstante, a governante alertou para alguns "desafios estruturais" que o mercado de trabalho enfrenta, nomeadamente ao nível dos salários, onde o país deve "caminhar para salários ao nível da média da Europa, e não ser persistentemente ultrapassado por todos os países da Europa", a produtividade, que "está praticamente estagnada" e a estrutura empresarial nacional."Temos empresas muito pequenas e as empresas, quando não conseguem ganhar a escala, pagam pior", afirmou, acrescentando que "as grandes empresas pagam aproximadamente o dobro das empresas com dimensão mais pequena" e constatando que o tecido empresarial português é "esmagadoramente" constituído por microempresas.Palma Ramalho referiu ainda que a rigidez do mercado de trabalho apesar de não constar no relatório "constitui um tema estrutural e contribui para as dificuldades" apontadas. .Trabalhadores em 'lay-off' caem 54,3% em janeiro para mais de 5.600