Exclusivo Na Paris de 1900 houve luta entre um novo e velho mundo

Há 122 anos, o verão parisiense aprazia-se com a Exposição Universal. Na Galeria das Máquinas, dois mundos agitavam-se no encalço de espectadores. O cinema exibia-se na sua novidade enquanto a era dos panoramas, grandes pinturas em tela, procurava contrariar o esmorecimento. Naquele 1900, o Phono-Cinéma-Théâtre encontrou o Mareorama.

Quando a 12 de novembro de 1900 se deu o ato final da Exposição Universal de Paris, acima de 50 milhões de visitantes haviam franqueado nos sete meses anteriores os portões de acesso aos 112 hectares do certame. Nos anos que antecederam a mostra internacional, a capital francesa mudara de feição, beneficiando de novas estruturas, entre outras, a Gare d" Orsay, o Grand e Petit Palais, a Ponte Alexandre III, sob a sombra tutelar da Torre Eiffel, inaugurada 11 anos antes para a Feira Universal de 1889, agora abrilhantada com 7.000 lâmpadas elétricas e pintada de laranja e amarelo.

No dealbar do século XX, a Indústria e a Tecnologia subiram ao palco da exposição parisiense. Aos visitantes do certame ficava o convite para se deslocarem numa passadeira rolante, acionada a eletricidade, assim como num comboio urbano; utilizarem escadas rolantes, testarem novos motores a diesel, endereçarem o seu olhar ao espaço, à boleia da lente de um telescópio; encantarem-se com a Arte Nova, nascida na última década do século XIX, inspiradora dos novos pórticos do metro de Paris.

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