Morreu o presidente Georges Pompidou
Arquivo DN

Morreu o presidente Georges Pompidou

Aos 62 anos morria o presidente francês Georges Pompidou. O presidente estava doente mas, neste dia, ainda não tinha sido anunciada a causa oficial da morte. No Brasil, as inundações continuavam a ser notícia. Cães com raiva e cobras andavam pelas águas.
Publicado a
Atualizado a

A morte do presidente da república francesa ocupava a maior parte da primeira página do DN. “O Ocidente perde um dos seus  maiores ‘leaders’: Morreu o presidente Pompidou”, titulava o jornal. E prosseguia: “Apesar da gravidade da doença que o atingira a notícia causou surpresa e consternação em todo o mundo”.

Do Eliseu chegava a informação de que “o presidente francês sabia perfeitamente que estava próximo do fim”. Neste dia, continuava a desconhecer-se a causa oficial da morte do presidente Georges Pompidou e a França tinha um mês para eleger um novo presidente da república. A notícia da morte, apesar de tudo, não foi assim tão surpreendente. Recorde-se que Georges Pompidou já tinha falhado alguns compromissos, em março.


As cheias do Brasil continuavam a ser notícia, pela sua gravidade e consequências. “No sul do Brasil: Cobras venenosas e cães raivosos fogem como as pessoas das terras alagadas”,  podia ler-se, no canto inferior esquerdo do jornal. “Cobras venenosas e matilhas de cães raivosos juntaram-se hoje ao êxodo humano, a fim de fugirem das piores inundações na história do Brasil”, lia-se. “As víboras e cães deram uma nova dimensão de horror a dezenas de milhares de sobreviventes das cheias. As inundações deixaram mais de 300 000 sem lar em dez estados”.


Se da América Latina vinham más notícias na Europa também nem tudo corria bem. “Desacordo em Bruxelas: A França bloqueou uma possível conciliação dos nove com os americanos”. 


Um editorial, que continuava na segunda página do jornal, referia: “OBrasil e o Ultramar português”, numa dissertação entre a antiga e as ainda, à época, atuais colónias portuguesas. 


Neste mesmo dia, por decisão do ministro da Indústria e da Energia, Daniel Barbosa, decretava  o “Abastecimento livre de combustíveis no sábado e no domingo de Páscoa”.
O preço do petróleo, há 50 anos, era um problema muito sério e o seu preço era fixado periodicamente.

Neste dia, no canto inferior direito do DN, uma notícia dava conta: “A exemplo do petróleo: O Chile pensa que o preço do cobre deve ser fixado pelas nações produtoras”, dado que este metal também se encontrava com bastantes oscilações de preço nos mercados.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt