Exclusivo Moda do gin já atraiu meia centena de produtores nacionais 

O culto do gin está instalado em Portugal. Se há uma década havia dois ou três produtores nacionais, agora a estimativa é que haja entre 40 a 50. Espanha, um dos maiores mercados mundiais do gin, terá mais de 500. Com uma dimensão reduzida, a aposta nacional vai para produtos premium, inovadores e autênticos, aproveitando a qualidade dos botânicos mediterrâneos. Mercado mundial do gin valerá cerca de 13 mil milhões de euros.

Nos últimos 10 anos, o gin tem sido a categoria de bebidas espirituosas que mais cresce no mundo. Com mais de seis mil marcas presentes no mercado global, tornou-se uma bebida trendy, de culto, que aguça o apetite aos investidores, levando ao aparecimento anual de centenas de pequenas destilarias. Sofisticada e sexy, quase sempre composta em atrativos cocktails, é a bebida das celebridades e até da realeza, já que é uma das espirituosas preferidas da rainha Isabel II, que até lançou, em 2020, a sua própria marca, a Buckingham Palace Dry Gin. Esta é, aliás, uma tendência mundial: celebridades da música e do cinema dão o seu nome a inúmeras bebidas espirituosas, como gin, whisky, rum ou tequilla. No caso do gin, temos, por exemplo, o ator norte-americano Ryan Reynolds como co-proprietário da marca Aviation American Gin, e o rapper Snoop Dog que lançou o Indoggo Gin, inspirado numa música sua. Em Portugal, em mais pequena escala, os irmãos Nelson Rosado e Sérgio Rosado, do grupo musical Anjos, lançaram também a sua própria marca, a Angel.

Inventado por um médico no século XVI, como um elixir poderoso feito à base de ervas e bagas de zimbro para combater problemas renais, infeções e até problemas de digestão, foi uma bebida muito apreciada até aos anos 80 do século passado. Contudo, a partir dos anos 90 caiu em desuso, sendo substituído pela procura de bebidas mais práticas e prontas a beber - o gin é geralmente bebido com água tónica, Martini, entre outros -, ficando em segundo plano no consumo das espirituosas. Já na segunda década deste século, a partir de 2010, voltou às luzes da ribalta com o advento dos chefs, cada vez mais estrelas de televisão, das revistas e das redes sociais, que ao criarem os seus cocktails atraentes aos olhos, "instagramáveis" como dizem, criaram uma nova tendência de bebidas sofisticadas. Esta reformulação da antiga bebida iniciou-se sobretudo em Espanha, um dos maiores consumidores mundiais, que adotou a moda do gin em copo grande.

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