Ministro critica inação da polícia nos ataques a mulheres

O ministro do Interior alemão criticou hoje a inação da polícia de Colónia durante as agressões em série contra 100 mulheres na noite de Ano Novo, que causou uma onda de indignação na Alemanha.

"A polícia não pode trabalhar desta maneira", declarou o ministro do Interior alemãoThomas De Maizière à cadeia de televisão pública ARD. O ministro criticou hoje a inação da polícia de Colónia (oeste) durante as agressões em série contra uma centena de mulheres na noite de Ano Novo, que estão a suscitar uma onda de indignação na Alemanha.

As forças de segurança alemãs estão a ser alvo de críticas por não terem intervindo nos ataques ocorridos numa grande praça do centro da cidadde, junto à catedral de Colónia, quando estavam mobilizadas em grande número para a noite de São Silvestre.

A polícia reconheceu ter, pouco antes das agressões, evacuado a praça devido ao perigo do fogo de artifício, mas indicou que as agressões ocorreram mais tarde. No dia seguinte, 01 de janeiro, a polícia emitiu um comunicado no qual sublinhava que a noite decorreu sem incidentes.

"Não é possível que a praça tenha sido evacuada e que em seguida se tenham verificado" as agressões, no mesmo local, e que a polícia "espera as queixas" das vítimas para reagir, lamentou o ministro do Interior.

"Exijo urgentes esclarecimentos", sublinhou.

Perto de uma centena de vítimas femininas apresentaram hoje queixa, indicando todas terem sido alvo de roubos e apalpões por grupos de homens jovens, frequentemente embriagados e que pareciam atuar de forma organizada. O governo referiu que até cerca de um milhar de pessoas estão implicadas direta ou indiretamente nos ataques.

Com base nas declarações da polícia, que se baseou em vários testemunhos, o ministro do Interior disse que "um certo número de elementos indica tratar-se de norte-africanos".

Alguns responsáveis políticos utilizaram de imediato estes testemunhos para questionar a política de acolhimento de refugiados da chanceler alemã, Angela Merkel.

"Não deve haver uma suspeita generalizada, mas, ao mesmo tempo, também nenhum tabu", considerou De Maizière, manifestando ser necessário saber se os autores "chegaram recentemente ou se estão há muito tempo" na Alemanha.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG