Ministra do Ambiente assegura que Portugal "está muito bem" quanto às reservas de combustível
A ministra do Ambiente e Energia assegurou esta quarta-feira que Portugal "está muito bem" quanto às reservas de combustível, afastando motivos de alarme quanto à sua escassez num momento em que em França há postos com alguns produtos em falta.
“Nós estamos muito bem nas nossas reservas. Em geral, nos combustíveis líquidos, temos 92 dias, o recomendado é 90. No 'jet fuel', tivemos um aumento de 3% no consumo até ao fim de agosto, mas conseguimos ter mais 18% de reservas”, disse a ministra do Ambiente à margem da assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Almada e a EPAL.
A imprensa francesa tem relatado que há postos de combustível onde alguns produtos estão em falta, com o ministro da Economia francês, Roland Lescure, a referir em declarações à rádio France Inter que "na manhã de segunda-feira, 17% dos postos não tinham pelo menos um tipo de combustível".
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho garantiu hoje que o governo português está a monitorizar a situação internacional, que considera preocupante, mas assegura que Portugal tem boas reservas de combustível.
“Como eu tenho sempre dito, temos uma diversidade de fornecedores de combustíveis que têm sido sempre muito confiáveis, nenhum deles está na zona de instabilidade, portanto temos o Brasil, a Nigéria, a Algéria e os Estados Unidos como principais fornecedores”, explicou.
A governante adiantou contudo que considera ser de “elementar bom senso de todos” e de quem tem a responsabilidade da política da Energia e do Clima de recomendar que se consuma cada vez menos combustíveis fósseis.
Assim recomenda aos portugueses que diminuam ao máximo o seu consumo, tendo a consciência que existe uma crise.
“Ter sempre consciência, e muito mais agora, que estamos perante uma crise que não controlamos, que não sabemos quando vai acabar e como vai acabar. Temos de ter consciência de não utilizar se não for completamente necessário”, disse.
Reduzir a velocidade e partilhar boleias são alguns dos conselhos de Maria da Graça Carvalho.
Além disso, adiantou a ministra, Portugal está a trabalhar para diminuir ao máximo a sua dependência de combustível, fazendo referência ao plano de redução dos combustíveis fósseis a 50% até 2034, eletrificando o máximo possível e substituindo o que não for possível eletrificar por combustíveis renováveis.
“Esta dependência é má do ponto de vista de segurança no abastecimento, do ponto de vista de soberania do país, do ponto de vista de competitividade e para a carteira de cada um de nós e das empresas. Quanto mais depressa formos só dependentes daquilo que é produzido em Portugal, como as nossas renováveis e os nossos combustíveis renováveis, melhor é”, frisou.

