Ministério reforça apoios ao alojamento de bolseiros deslocados do ensino superior

Reforço de 8% a 38% nos apoios ao alojamento na generalidade das cidades com ensino superior e de 1321 euros de apoio anual a estudantes bolseiros.
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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anunciou um reforço de 8% a 38% nos apoios ao alojamento na generalidade das cidades com ensino superior e de 1321 euros de apoio anual a estudantes bolseiros.

O Governo aprovou assim um reforço significativo do complemento do alojamento para estudantes deslocados do ensino superior, de forma a garantir que os complementos estão de acordo com o preço médio do alojamento privado praticado nas diferentes cidades do país.

O reforço dos apoios varia entre os 264,24 na maioria dos concelhos do país e os 456,41 euros para os concelhos de Lisboa, Cascais e Oeiras.

Estes aumentos até 38% dos apoios atribuídos ao alojamento de estudantes bolseiros deslocados significam que um estudante alojado em Lisboa, Cascais, Oeiras e Porto possa vir a receber um total de 1 321,21 euros anuais, tendo em conta o reforço e o valor adicional de complemento pago mensalmente durante dez ou onze meses.

Com o reforço agora decidido, os estudantes bolseiros deslocados que estejam alojados fora de residência pública passam a receber anualmente entre 2642,40 e 5020,51 euros de apoio para custear as suas despesas de alojamento. O valor mínimo é referente aos estudantes alojados na maioria dos concelhos do país durante 10 meses de atividade letiva e o valor máximo é alusivo aos estudantes alojados em Lisboa, Cascais e Oeiras durante 11 meses de atividade letiva.

"O Governo tem tomado diversas medidas para mitigar os problemas de alojamento no ensino superior. Até à total concretização do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, o maior investimento de sempre em residências públicas para estudantes, o Governo tem reforçado sucessivamente os apoios aos estudantes carenciados para fazer face ao custo do alojamento privado", pode ler-se no comunicado enviado às redações.

"Com esta decisão, só desde setembro de 2022 este complemento de alojamento foi aumentado 4 vezes, tendo crescido entre 17% a 63%, aumentando claramente acima do que foi a evolução registada nos preços do alojamento privado", acrescenta a nota.

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