A circulação do Metro do Porto vai estar interrompida sábado à noite e domingo de manhã, 1 e 2 de agosto, entre a Trindade e Senhora da Hora, para a instalação de catenária na futura Linha Rosa, sendo assegurado serviço alternativo de autocarros.De acordo com uma nota de imprensa divulgada esta terça-feira, 28 de julho, a "instalação da catenária na Linha Rosa corta a ligação entre a Trindade e a Senhora da Hora" entre as 22:00 de sábado e as 12:00 de domingo.Em causa está o objetivo de "fazer a instalação definitiva da catenária a partir do ramal de ligação situado próximo da estação Casa da Música", que ligará a futura Linha Rosa (São Bento - Casa da Música) ao tronco comum das linhas Azul (A), Vermelha (B), Verde (C), Violeta (E) e Laranja (F)."Trata-se de ligar e integrar, em definitivo, esta nova estrutura com a restante rede", explica a Metro do Porto, garantindo que apesar das estações Trindade e Senhora da Hora ficarem fechadas a trajetos entre si, ficarão "ativas para viagens de e para outras direções"."Como forma de mitigar os transtornos decorrentes deste corte, é disponibilizado um serviço de transporte alternativo, garantido por autocarros da STCP [Sociedade de Transportes Coletivos do Porto]", que percorrerão, "grosso modo, o mesmo trajeto do Metro com frequências de 10 minutos", à exceção de Ramalde e Viso, em que "as paragens acontecem com um espaçamento de 21 minutos".A Metro do Porto alerta ainda que todos os clientes deste serviço alternativo STCP devem validar os seus títulos Andante no interior das estações de Metro.Não é possível o transporte de animais (exceto cães de assistência) que não estejam devidamente acomodados num contentor (saco, mochila ou outro) apropriado para tal, e nos autocarros, "ao contrário do que sucede do Metro, (...) não é permitido o transporte de bicicletas"."Quanto a trotinetes, elas só podem ser transportadas se estiverem e se mantiverem fechadas", conclui a nota de imprensa.A Linha Rosa do Metro do Porto, que ligará São Bento à Casa da Música, estará operacional até março de 2027, anunciou o presidente da empresa, Emídio Gomes, em janeiro.A entrada em funcionamento da Linha Rosa do Metro do Porto chegou a estar prevista para 2024 e o seu prazo foi sendo consecutivamente adiado.Entre o valor final da empreitada - "300 e poucos milhões" - e os trabalhados adicionais, o valor global final desta obra vai ascender a 420 milhões de euros.Em causa está uma linha cujo percurso é totalmente subterrâneo entre São Bento e a Casa da Música, no Porto, incluindo as estações intermédias de Hospital Santo António e Galiza, bem como um ramal de ligação ao tronco comum que, após vários atrasos, estava previsto estar pronto no primeiro trimestre deste ano