Criança que esteve desaparecida vai ficar em observação "por precaução"

Criança estava muito fria e toda molhada, contou a avó. Está no Hospital de Leiria a realizar perícias médico-legais

O menino de dois anos que foi encontrado esta manhã, 25 horas depois de ter desaparecido do exterior de casa dos avós maternos em Amieira, Ourém, vai ficar em observação no hospital por algumas horas.

O diretor do serviço de pediatria do Hospital de Santo André explicou aos jornalistas que se trata de uma medida "de precaução" e que Martim está "muito bem". Bilhota Xavier garantiu que a criança "tinha apenas muita fome" e que não apresentava sinais de hipotermia ou de maus tratos.

O responsável explicou que a fralda do menino estava "muito encharcada" e que este tinha "algumas assaduras inerentes" à situação. Acrescentou ainda que "vão ser feitas perícias médico-legais" para ajudar a perceber o que terá acontecido. Os vestígios poderão ser submetidos ao laboratório de polícia científica, indicara pouco antes o coordenador de Investigação Criminal da PJ de Leiria.

António Sintra havia explicado que, apesar de o objetivo principal, encontrar a criança, estar cumprido, continuavam a ser desenvolvidas diligências e perícias médicas para procurar determinar as circunstâncias concretas em que se deu o desaparecimento da criança. Ou seja, se este teve origem criminosa ou se aconteceu de forma acidental, tendo a criança entrado em zona florestal depois de se ter afastado de casa.

A criança foi encontrada hoje cerca das 10:00, a cerca de dois quilómetros da casa dos avós maternos, de cujo exterior desapareceu ontem às 9:00. "Estava aparentemente em condições físicas razoáveis, boas, sem sinais de padecer de alguma lesão ou algo que implicasse acréscimo de preocupação", disse. Estava nas "condições naturais para alguém que esteve exposto durante algumas horas a condições climatéricas" destas, com chuva e frio.

"Vinha muito frio e todo molhado", contou a avó materna à SIC Notícias. "Mas não vinha a tremelicar", disse. Segundo Maria Silva, o menino tomou um banho quente e bebeu leite e comeu um chocolate antes de ir para o hospital.

A criança foi encontrada numa zona florestal onde ontem não tinham decorrido buscas, explicou o coordenador de Investigação Criminal da PJ de Leiria.

O menino foi dado como desaparecido ontem de manhã, cerca das 9:00, quando brincava no exterior da casa dos avós maternos, na localidade de Amieira, Ourém, que o deixaram sem vigilância por breves minutos. As autoridades iniciaram de imediato as buscas e as investigações, deixando em aberto todas as hipóteses.

Uma delas, levantada publicamente por amigos da mãe de Martim, era a de que o menino tivesse sido raptado pelo pai, a viver em França e que na sexta-feira ficara sem a guarda da criança.

O coordenador de investigação criminal da PJ de Coimbra garantiu hoje que "todas as hipóteses continuam em aberto" e confirmou que o pai de Martim, que chegou hoje de França, vai ser inquirido, "como aconteceu com os familiares do lado materno".

A investigação quer agora apurar as circunstâncias concretas em que se deu o desaparecimento da criança.

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