Megaoperação "Fim de festa". Marco "Orelhas" e mais oito detidos

Em causa a morte de um adepto durante os festejos do título de campeão do FC Porto, na madrugada de 8 de maio.

A Polícia Judiciária (PJ) levou a cabo esta quarta-feira uma megaoperação policial, denominada "Fim de festa", tendo sido detidos Marco "Orelhas", número 2 da claque dos Super Dragões, e mais oito pessoas, avançam a SIC Notícias e a CM TV.

As detenções ocorreram na sequência das agressões que resultaram na morte de um adepto do FC Porto durante os festejos do título de campeão nacional na madrugada de 8 de maio, na cidade Invicta.

Marco "Orelhas", que é pai de Renato Gonçalves, o suspeito de matar o adepto do FC Porto Igor Silva, foi, a 16 de maio, constituído arguido por agressões à vítima, depois de se apresentar na PJ do Porto, tendo saído, na altura, em liberdade.

Renato Gonçalves, de 19 anos, recorde-se, está em prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa, determinada a 10 de maio pelo Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto

Em comunicado, a PJ indica que ​​​​​​​através da Diretoria do Norte, desencadeou, pelas 07:00 desta quarta-feira, "uma vasta operação policial com vista a dar cumprimento a 13 mandados de busca domiciliária e nove de detenção fora de flagrante delito, emitidos pelo Ministério Público do DIAP do Porto.

Os mandados visaram "um conjunto de indivíduos sobre os quais recaem suspeitas de coautoria do homicídio qualificado", que ocorreu na madrugada de 8 de maio, "na cidade do Porto".

"A investigação desenvolvida pela Polícia Judiciária permitiu, no espaço de um mês, recolher indícios de que os suspeitos ora detidos, atuaram em conjugação de esforços nas agressões que provocaram a morte do jovem na referida data, estando, por isso, todos indiciados da coautoria nesse crime", lê-se na nota da PJ.

Sem referir nomes, a Judiciária indica que os detidos têm idades compreendidas entre os 20 e os 42 anos, alguns dos quais "com vastos antecedentes criminais pela prática de crimes violentos".

Os detidos vão agora ser presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

A PJ informa ainda que na sequência das buscas realizadas, operação que teve o apoio do Corpo de Intervenção da PSP do Porto, "resultou a apreensão de relevantes elementos probatórios".

A morte de Igor Silva, de 26 anos, durante festejos do título de campeão nacional do FC Porto deveu-se a "questões pessoais" entre a vítima e o agressor, adiantou anteriormente à Lusa fonte policial.

Fonte ligada à investigação explicou que "em causa esteve uma questão pessoal, desavenças, entre a vítima, a família do arguido e o próprio arguido", de 19 anos.

A mesma fonte esclareceu que o episódio de violência "não se tratou de disputa de territórios, nem de guerras entre 'gangues' armados, nem teve a ver com futebol", acrescentando que, durante as agressões, não foram usadas armas de fogo, apenas a faca que o arguido usou para esfaquear mortalmente a vítima.

Quando Renato Gonçalves foi detido, PJ deu conta, em comunicado, da detenção de um jovem, de 19 anos, pela prática de um crime de homicídio qualificado.

Os factos ocorreram na cidade do Porto, "em retaliação por uma sucessão de agressões que, desde janeiro deste ano, vinham ocorrendo entre o arguido, familiares deste e a vítima", acrescentava força de investigação criminal.

"Na ocasião, um grupo de indivíduos, de entre os quais o arguido, perseguiu a vítima, alcançando e agredindo a mesma com murros e pontapés", referia a nota.

A PJ contou que, após intervenção de alguns populares, que também foram agredidos, a vítima afastou-se do local, mas viria a ser abordada pelo arguido que, "munido de uma arma branca de dimensões significativas, a atingiu repetidamente e com extrema violência, provocando-lhe a morte".

Com Lusa

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