Médicos não devem fazer jantares de Natal pagos por laboratórios

Ordem dos Médicos publicou uma nota em que lembra que pedir ou aceitar patrocínio da indústria farmacêutica para eventos festivos viola o protocolo e o Código Deontológico

O Natal dos médicos é sem o patrocínio da indústria farmacêutica, alerta a Ordem dos Médicos, num comunicado divulgado hoje. Com o aproximar do Natal e perante as dúvidas levantadas junto da Ordem dos Médicos, esta emitiu uma nota em que esclarece que "o eventual pedido ou aceitação de patrocínio da indústria farmacêutica a jantares ou eventos de claro e predominante teor festivo por parte de médicos, como jantares de Natal, constituiria uma violação do protocolo" e "pode conflituar com o Código Deontológico da Ordem dos Médicos".

A Ordem lembra o protocolo recentemente celebrado com a a Apifarma - Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e a Associação dos Médicos Portugueses da Indústria Farmacêutica (AMPIF), que regula a ética e a transparência das relações entre os médicos e a indústria farmacêutica, e diz que os jantares de Natal, ou outros de semelhante teor festivo, não se enquadram no mesmo. Assim, conclui, "não devem ser objeto de qualquer tipo de pedido ou oferta de patrocínio por parte da indústria farmacêutica".

O organismo liderado por José Manuel Silva considera que "os médicos devem dar um exemplo à sociedade civil de transparência, independência e salvaguarda de conflitos de interesse, contribuindo assim para o engrandecimento desta nobre profissão".

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