MareNostrum 5. Supercomputador europeu com participação portuguesa reforçado com IA avançada
LUCIA MELER/LOS MELEZ

MareNostrum 5. Supercomputador europeu com participação portuguesa reforçado com IA avançada

Um dos mais potentes da Europa, vai ser atualizado para integrar tecnologias avançadas de IA e maior capacidade de armazenamento, num investimento de 129 milhões de euros com participação de Portugal
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O supercomputador MareNostrum 5, instalado em Espanha e um dos mais potentes da Europa, terá maior capacidade de armazenamento e aplicações de inteligência artificial, num investimento de 129 milhões de euros com participação portuguesa, foi divulgado esta segunda-feira (26).

Numa nota de imprensa, a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que articula a participação portuguesa em conjunto com o Centro Nacional de Computação Avançada, refere que a atualização do supercomputador "terá impacto no desenvolvimento de investigação em setores-chave como a saúde, o clima, a agricultura, a energia, as comunicações, os media e o setor público".

A FCT adianta que "a nova configuração do MareNostrum 5 irá integrar tecnologia de última geração, incluindo 'hardware' acelerado para aprendizagem automática, modelos de linguagem, tarefas complexas de simulação e outras aplicações de inteligência artificial", bem como "interligações de alta velocidade, maior capacidade de armazenamento de dados e soluções de arrefecimento energeticamente eficientes".

A instalação do sistema atualizado, que beneficiará empresas, administração pública e comunidade científica, incluindo portuguesas, será feita este ano.

A aquisição, entrega, instalação e manutenção do sistema no supercomputador, que funciona no Centro de Supercomputação de Barcelona, totaliza um investimento de 129 milhões de euros, cofinanciado em metade pela Empresa Comum Europeia para a Computação de Alto Desempenho, um consórcio público-privado com envolvimento da União Europeia, e na outra metade diretamente por Portugal, Espanha e Turquia.

A nota não especifica qual o montante investido por Portugal através de fundos comunitários do Plano de Recuperação e Resiliência, tendo a Lusa questionado a FCT sem obter resposta até ao momento.

Portugal tem um dos 12 supercomputadores cofinanciados pela Empresa Comum Europeia para a Computação de Alto Desempenho, o Deucalion, instalado no 'campus' de Azurém da Universidade do Minho, em Guimarães, que "já acolheu mais de 350 projetos e 1.000 utilizadores".

A FCT, em processo de fusão com a Agência Nacional de Inovação, é a principal entidade na dependência do Governo que financia a investigação científica e o desenvolvimento tecnológico em Portugal.

Juntas, as duas agências formam a nova Agência para a Investigação e Inovação, criada por decreto em vigor desde 01 de janeiro.

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