Marcelo expressa "solidariedade" a Zelensky após bombardeamento a estação ferroviária

Um ataque a uma estação de comboios em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, provocou pelo menos 50 mortos, incluindo cinco crianças, segundo as autoridades locais.

O Presidente da República enviou esta sexta-feira ao homólogo da Ucrânia "uma mensagem de solidariedade" e de apoio àquele país, depois de "mais um terrível bombardeamento do agressor russo" que provocou "dezenas de vítimas mortais".

"Ao tomar conhecimento de mais um terrível bombardeamento do agressor russo e populações civis, causando muitas dezenas de vítimas mortas e muitos mais feridos, quero enviar-lhe, de novo, uma mensagem de solidariedade e do empenho e determinação portuguesa no apoio à Ucrânia", disse Marcelo Rebelo de Sousa a Volodymyr Zelensky, citado numa mensagem divulgada na página oficial da Presidência da República na internet.

Um ataque a uma estação ferroviária em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, provocou pelo menos 50 mortos, incluindo cinco crianças, de acordo com as autoridades locais, que lembram que milhares de pessoas se encontraram no local para fugirem da região.

O governador de Donetsk, Pavlo Kirilenko, escreveu na rede social Twitter que há pelo menos 98 pessoas feridas e internadas em hospitais, muitas das quais em estado grave.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.626 civis, incluindo 132 crianças, e feriu 2.267, entre os quais 197 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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