Manifestação ibérica pelo encerramento da central nuclear de Almaraz

São esperadas 1500 pessoas ao final da tarde em Cáceres, junto à central. Cerca de 500 serão portuguesas

A plataforma de associações que organizou a participação portuguesa na manifestação ibérica pelo encerramento da central nuclear de Almaraz considera que é imperativo estabelecer um calendário para o encerramento da central espanhola.

Num manifesto conjunto a que a agência Lusa teve acesso, as cerca de 20 associações portuguesas presentes na manifestação de hoje pelo encerramento da central de Almaraz, em Cáceres, referem que esta "é ainda mais perigosa porque se encontra num estado de segurança degradado, dada a nula cultura de segurança dos seus proprietários".

"A radioatividade não conhece fronteiras e pode ser transmitia pela água e pelo ar. Uma fuga de Almaraz não só afetaria terras espanholas, mas também portuguesas", lê-se no documento.

O manifesto, que foi lido por Nuno Sequeira, da associação ambientalista Quercus, adianta que as terras portuguesas estão ameaçadas por Almaraz e os cidadãos e instituições portuguesas tem tomado a palavra e exigido às autoridades espanholas o fecho da central.

"Nem o Governo [espanhol] nem o Conselho de Segurança Nuclear e, muito menos, os proprietários da central estiveram dispostos a pará-la para verificar e reparar as peças defeituosas", adianta o manifesto.

"O atual Governo ainda em funções e o que resultar das eleições de 26 de junho deveriam escutá-los", apelam as associações portuguesas presentes na manifestação de Cáceres.

O ambientalista Nuno Sequeira adiantou à Lusa que esta é a maior manifestação de sempre contra o encerramento da central de Almaraz.

São esperados, hoje ao final da tarde, altura em que decorre a marcha pelo encerramento da central nuclear espanhola, cerca de 1500 pessoas, sendo que 500 vieram de Portugal.

"Esta é, sem dúvida, a maior participação portuguesa de sempre pelo encerramento de Almaraz", adiantou o ambientalista da Quercus.

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