Mais uma morte e 610 casos nas últimas 24 horas em Portugal. R(t) desce e incidência sobe

Dados da DGS indicam que há 397 doentes com covid-19 internados, dos quais 110 em unidades de cuidados intensivos. O índice de transmissibilidade desce, mas a incidência da infeção pelo SARS-Cov-2 sobe para 72,7 por 100 mil habitantes a nível nacional.

Portugal registou uma morte e 610 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, indica a Direção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico desta quarta-feira (21 de abril) dá conta de menos 32 pessoas internadas, num total de 397 doentes, dos quais 110 estão em unidades de cuidados intensivos (menos três em relação a ontem).

No relatório diário, o índice de transmissibilidade, denominado R(t), foi atualizado: desceu para 0,98 a nível nacional e 0,99 se só tivermos em conta o território continental (antes era de 1,00).

Em sentido contrário, a incidência do vírus sobe para 72,7 casos de covid-19 por 100 mil habitantes a nível nacional. No continente, a incidência situa-se nos 68,9 infetados por 100 mil habitantes (na última atualização, este indicador situava-se nos 71,8 casos a nível nacional e 68,1 infetados por 100 mil habitantes no continente).

Estes são os dois indicadores que servem de base à matriz de risco anunciada pelo Governo, na qual Portugal ainda se mantém na zona verde.

Desde o início da pandemia (em março de 2020), Portugal confirmou 832 255​​ ​​​​​diagnósticos de covid-19, 16 952 óbitos e 790 650 casos de pessoas que recuperaram da doença, dos quais 532 foram reportados nas últimas 24 horas.

Há agora mais 77 casos ativos da doença, elevando para 24 653 o número total.

No relatório diário desta quarta-feira, a DGS indica que a única morte por covid-19 ocorreu na região Centro.

O Norte é a região que reporta o maior número de novos casos (285), sendo que Lisboa e Vale do Tejo notificou 189 novas infeções.

Verificaram-se mais 53 casos no Centro, 16 no Alentejo e 19 no Algarve. Foram confirmados nos Açores mais 29 infetados pelo SARS-CoV-2 e na Madeira registaram-se 19 novos casos positivos.

Os dados da DGS indicam também que há 21 681 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde (menos 185 face ao dia anterior).

Vacina da Johnson & Johnson sem restrições mas Portugal aguarda mais pareceres

Antes da atualização dos dados da pandemia, a ministra da Saúde fez saber que não há qualquer restrição à utilização da vacina da Janssen, do grupo Johnson & Johnson, e que as autoridades nacionais seguirão as recomendações da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) e irão aguardar a análise da comissão técnica de vacinação.

Refira-se que, na terça-feira, o regulador europeu concluiu que há uma possível relação entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina da Janssen, após terem sido registados oito casos de pessoas que desenvolveram coágulos sanguíneos em quase sete milhões de pessoas vacinadas nos EUA.

"O Plano de vacinação é focado nos mais de 70 anos. Neste momento não há qualquer restrição desta vacina neste grupo etário", disse Marta Temido na conferência de imprensa de balanço dos 120 dias do plano de vacinação, tendo anunciado que as pessoas com mais de 60 anos serão vacinadas até ao final de maio.

Maiores de 60 anos vacinados até final de maio e novas doenças nas prioridades

"Estimamos que até ao final de maio ou na terceira semana de maio, todas as pessoas com mais de 60 anos tenham pelo menos uma dose" da vacina contra a covid-19, disse a ministra da Saúde.

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas adiantou que nesta fase da vacinação serão incluídos, nos grupos prioritários as pessoas com doença oncológica ativa (a fazer quimioterapia ou radioterapia), pessoas com situação de transplantação, pessoas com imunossupressão, doenças neurológicas, doença mental (esquizofrenia), obesidade (acima dos 35% de massa corporal) e diabéticos.

Na mesma conferência de imprensa, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador da task force, disse que o plano prepara-se para conseguir enfrentar um novo desafio, referindo-se assim ao objetivo das autoridades de vacinar a um ritmo de 100 mil pessoas por dia, sete dias da semana.

"Todas a experiências e testes feitos assim como a preparação indicam que vamos ter sucesso a fazer a vacinação muito rápida a partir de agora, confirmando-se a chegada das vacinas previstas", afirmou.

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