Mais uma morte e 470 novos casos em Portugal em 24 horas

Existem agora 23 733 casos ativos da infeção por SARS-CoV-2 em Portugal, segundo os dados atualizados da DGS.

Foram confirmados 470 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, refere o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta quinta-feira (29 de abril) indica também que morreu mais uma pessoa devido à infeção por SARS-CoV-2.

O número de internados desce para 324, menos oito face ao dia de ontem. Nas unidades de cuidados intensivos regista-se mais um doente, são 89 no total.

A única morte por covid-19 em 24 horas ocorreu no Alentejo, mostram os dados da DGS.

Já a região Norte continua a ser a que regista o maior número de novos infetados, com 213 notificações, seguida de Lisboa e Vale do Tejo, com 143.

As autoridades de saúde confirmaram mais 49 novos casos no Centro, nove no Alentejo, 13 no Algarve, 23 na Madeira e 20 nos Açores.

O relatório da DGS indica que Portugal já registou desde o início da pandemia 836 033 diagnósticos de covid-19 e 16 974 óbitos.

Mais 545 pessoas recuperaram da doença, elevando para 795 326 o número total de recuperados. Há, por isso, 23 733 casos ativos da infeção, menos 76 do que na véspera.

Dados da DGS indicam também que há 24 315 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, o que representa menos 397 em relação ao boletim de ontem.

O índice de transmissibilidade, R(t), atualizado na quarta-feira, é de 1,00 a nível nacional e também no território continental.

A incidência do SARS-CoV-2 a 14 dias está em 69,3 casos por 100 mil habitantes em todo o território nacional e de 66,5 infeções por 100 mil habitantes no continente. Dois indicadores que definem a matriz de risco, que guia o Governo nas diferentes fases do plano de desconfinamento.

Governo anuncia novas medidas de desconfinamento

Esta quinta-feira, aliás, o Executivo liderado por António Costa decide em Conselho de Ministros os próximos passos a dar no processo de desconfinamento, estando previsto que o país avance para a quarta e última fase na segunda-feira (3 de maio). Está em cima da mesa a hipótese de antecipar para este fim de semana a reabertura a tempo inteiro dos restaurantes e das fronteiras com Espanha.

Já para hoje e amanhã estão agendados para Braga os primeiros testes-piloto para eventos culturais. Vão estar 800 pessoas, 400 em cada dia, a assistir a espetáculos no recinto exterior do Altice Forum. Só pode entrar quem tiver um resultado negativo no teste rápido de despiste à covid-19.

Um processo de desconfinamento que foi, entretanto, abordado esta quinta-feira pelo Presidente da República, que falou na necessidade de se manter a "mesma atitude de precaução, de prudência, de contenção" .

"Porque o vírus não desapareceu, a pandemia não terminou e tudo devemos fazer para não termos retrocessos", avisou Marcelo Rebelo de Sousa.

"Conto com a mesma coragem, resistência e a mesma disciplina dos portugueses neste processo de desconfinamento", que, como é gradual, "tem de ser vivido com sensatez e prudência", sublinhou.

Número de novos casos baixa na Europa pela primeira vez em dois meses

Avisos de Marcelo Rebelo de Sousa que antecedem o anúncio do Governo sobre as novas medidas de desconfinamento, marcado para esta tarde. Isto num dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) assinalou que o número de novos casos na Europa registou uma diminuição "significativa".

"Pela primeira vez em dois meses, os novos casos caíram de forma significativa na semana passada. No entanto, as taxas de contágio por toda a Europa continuam muito altas", afirmou o diretor europeu da OMS, Hans Kluge, em conferência de imprensa virtual.

Quase metade de todos os casos de infeção registados na região europeia desde o início da pandemia diagnosticados nos quatro primeiros meses de 2021, refere a agência de saúde das Nações Unidas.

Embora o número de pessoas hospitalizadas e mortes com covid-19 continue a baixar, o vírus ainda pode provocar "efeitos devastadores", alerta a OMS.

A nível mundial, a pandemia já matou 3,15 milhões de pessoas desde o final de dezembro de 2019, segundo o balanço da agência de notícias AFP, feito com base em fontes oficiais. Mais de 149 541 720 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados

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