Seis mortes e 309 casos em 24 horas. Rt sobe ligeiramente para 0,94

Portugal tem atualmente 28 024 casos ativos de covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. Há agora 623 doentes internados com covid-19, dos quais 136 em unidades de cuidados intensivos.

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) indica que Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais seis mortes e 309 casos de covid-19.

O relatório diário desta segunda-feira (29 de março) mostra que há 623 doentes internados, menos 10 do que no dia anterior. É o valor mais baixo desde 24 de setembro, dia em que estavam internadas 588 pessoas.

Já nas unidades de cuidados intensivos estão menos seis pessoas hospitalizadas, num total de 136 doentes, o valor mais baixo desde 13 de outubro, dia em que estavam também internadas nestas unidades 132 pessoas.

O boletim diário da DGS dá também conta que o Rt, índice de transmissibilidade, subiu para 0,94 a nível nacional (mais 0,01 em comparação com a última atualização, na sexta-feira), sendo que em território continental o valor situa-se nos 0,93 (também mais 0,01).

No que se refere à incidência do SARS-CoV-2 nos últimos 14 dias, há uma diminuição para 70 casos de infeção por cada 100 mil habitantes a nível nacional (na sexta-feira, eram 75,7 casos) e 63,4 casos por 100 mil habitantes no continente, sendo que na sexta-feira este indicador situava-se nos 66,8 casos por 100 000 habitantes.

De referir que o valor de Rt e a incidência do vírus são dois fatores da matriz de risco - país mantém-se na zona verde - que estão na base da decisão em avançar ou não com as próximas medidas que constam do plano de desconfinamento desenhado pelo Governo.

O Executivo liderado por António Costa vai, aliás, definir na quinta-feira as novas regras do desconfinamento que vão ser aplicadas a partir de 5 de abril, (próxima segunda-feira).

O país soma agora 820 716 diagnósticos da doença provocada pelo novo coronavírus, 16 843 óbitos e 775 849 casos de pessoas recuperadas da doença (mais 458 do que o registado no boletim de domingo).

Portugal tem, atualmente, 28 024 casos ativos da doença provocada pelo novo coronavírus, menos 155 face a domingo.

Das seis mortes reportadas nas últimas 24 horas, a DGS indica que cinco ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e uma no Alentejo.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas 139 novas infeções, na região do Norte 93 novos casos e no Centro mais 25 diagnósticos da doença.

Verificaram-se mais 16 casos no Alentejo e foram registadas 19 novas infeções no Algarve.

Na Madeira foram reportados oito novos casos e nos Açores verificaram-se mais nove infetados com o SARS-CoV-2.

O boletim da DGS mostra também que as autoridades de saúde têm em vigilância 15 625 contactos, mais 23 relativamente ao dia anterior.

Dados atualizados sobre a evolução epidemiológica no país no dia em que foi revelada a versão final do relatório conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de especialistas chineses sobre a origem da pandemia.

Transmissão do vírus de morcegos para humanos através de outro animal é a hipótese mais "provável", diz OMS

No documento, de que as agências de notícias AP e AFP obtiveram esta segunda-feira cópias, conclui-se que a transmissão do vírus SARS-CoV-2 de morcegos para humanos através de outro animal é o cenário mais "provável" para explicar o início da pandemia. O relatório da OMS e da China considera "extremamente" improvável um incidente num laboratório.

De acordo com a versão final do relatório, os especialistas determinaram que "perante a literatura sobre o papel dos animais de criação como hospedeiros intermediários de doenças emergentes, é necessário realizar outros levantamentos, inclusive uma maior extensão geográfica" na China e em outros lugares.

A transmissão direta do vírus através do animal reservatório é considerada "possível a provável", pelo relatório.

Os especialistas também não descartaram a transmissão por carne congelada - pista privilegiada por Pequim - julgando que esse cenário é "possível".

Pandemia é responsável por 2,78 milhões de mortes em todo o mundo

O relatório recomendou a continuação dos estudos com base nessas três hipóteses, mas descarta a possibilidade de o vírus ter sido transmitido a humanos devido a um acidente de laboratório.

Dados sobre o que poderá ter estado na origem de uma pandemia que já matou 2,78 milhões de pessoas em todo o mundo, desde o final de dezembro de 2019, quando foram identificados os primeiros casos na cidade chinesa de Wuhan, indica o balaço desta segunda-feira da AFP, com base em fontes oficiais.

Mais de 127 085 080 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

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