Lisboa e Vale do Tejo sem mortes por covid-19 pela primeira vez desde agosto

Número de internados regista uma nova diminuição. Há agora 423 doentes hospitalizados, dos quais 109 estão em unidades de cuidados intensivos, indica o boletim epidemiológico da DGS.

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) indica que Portugal registou, nas últimas 24 horas, 501 novos casos de covid-19. O relatório desta quinta-feira (15 de abril) dá também conta de mais duas mortes devido à infeção por SARS-CoV-2.

Há agora 423 doentes internados (menos 24 pessoas face ao dia anterior), dos quais 109 em unidades de cuidados intensivos (menos sete).

Nas últimas 24 horas foram reportados mais 542 casos de pessoas que recuperaram da doença, num total de 787 011.

Desde o início da pandemia, Portugal confirmou 829 358 diagnósticos de covid-19 e registou 16 933 óbitos. O país tem, atualmente, 25 414 casos ativos da infeção pelo novo coronavírus (menos 43 do que ontem).

A DGS indica que as duas mortes reportadas nas últimas 24 horas ocorreram no Norte, que notificou mais 156 casos de covid-19.

Lisboa e Vale do Tejo não regista óbitos, o que acontece pela primeira vez desde 30 de agosto de 2020, dia em que foram reportados na região 121 casos, num total nacional de 320 novas infeções, tendo sido registada em Portugal uma morte por covid-19.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é, no entanto, a que regista o maior número de novas infeções (188), indica o relatório diário da autoridade de saúde.

Verificam-se mais 73 diagnósticos de covid-19 na região Centro, 21 no Alentejo e 32 no Algarve. Os Açores registam 16 novos casos e na Madeira foram reportados 15 novas infeções.

O boletim diário da DGS indica também que há mais 642 pessoas que estão em vigilância pelas autoridades de saúde, elevando para 19 046 o número total.

Os indicadores que fazem parte da matriz de risco foram atualizados na quarta-feira. Assim sendo o índice de transmissibilidade, o chamado R(t), está a 1,06 a nível nacional e a 1,05 no território continental. Já a incidência da infeção por SARS-CoV-2 situa-se nos 72,4 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e 69,0 infetados por 100 mil habitantes se só tivermos em conta o Continente. ​

Nesta quinta-feira, Portugal fica a saber se o plano de desconfinamento avança como está previsto pelo Governo. O Executivo liderado por António Costa define, em Conselho de Ministros, as medidas a adotar para a terceira fase do desconfinamento, que começa na próxima segunda-feira (19 de abril).

Marcelo pede "mais um esforço" aos portugueses

No debate parlamentar sobre a prorrogação do estado de emergência, na quarta-feira, o ministro da Administração Interna deixou antever que poderá haver um tratamento diferenciado para os concelhos com um maior índice de transmissibilidade nas medidas a adotar no Conselho de Ministros desta quinta-feira.

"Com base em toda a informação científica disponível até ao último momento, o Governo não deixará de adotar um justo equilíbrio entre a vontade e necessidade de desconfinamento e a absoluta determinação de medidas restritivas ou de eventual pausa e suspensão no processo de reabertura onde tal seja necessário", disse Eduardo Cabrita.

Depois da aprovação do 15ª estado de emergência, no âmbito da pandemia, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu "mais um esforço" aos portugueses. "Hoje quero sobretudo pedir-vos ainda mais um esforço, para tornar impossível o termos de voltar atrás, para que o estado de emergência caminhe para o fim, para que o desconfinamento possa prosseguir sempre com a segurança de que o calendário das restrições e os confinamentos locais, se necessários, garantam um verão e um outono diferentes."

As medidas previstas a partir de segunda-feira

Na próxima segunda-feira está previsto, por exemplo, o regresso das aulas presenciais no ensino secundário e no superior, reabertura de todas as lojas e centros comerciais, bem como de cinemas, teatros, auditórios e salas de espetáculos.

Deverão também reabrir os restaurantes, cafés e pastelarias, embora com um máximo de quatro pessoas nas mesas no seu interior ou seis, por mesa, em esplanadas. Estarão abertos até às 22:00 durante a semana ou 13:00 ao fim de semana e feriados.

As Lojas do Cidadão deverão abrir com atendimento presencial por marcação, regressam as modalidades desportivas de médio risco e a atividade física ao ar livre até seis pessoas e os ginásios sem aulas de grupo.

O plano prevê ainda a realização de eventos exteriores com diminuição de lotação e casamentos e batizados com 25% da respetiva capacidade de acolhimento.

Bruxelas pede ao regulador europeu para rever dados da vacina da AstraZeneca

Enquanto Portugal aguarda para saber se o desconfinamento vai avançar como estava previsto, a presidente da Comissão Europeia garantiu que "as vacinas vão continuar a ganhar ritmo, uma vez que as entregas estão a acelerar na União Europeia".

Uma mensagem que Ursula von der Leyen transmitiu para assinalar o momento em que foi imunizada com a primeira dose da vacina contra a covid-19.

"Depois de termos passado as 100 milhões de vacinas [administradas] na UE, estou muito satisfeita por ter recebido hoje a minha primeira dose contra a covid-19", escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social Twitter, sem especificar qual o fármaco administrado.

"Quanto mais depressa vacinarmos, mais depressa poderemos controlar a pandemia", acrescentou a líder do executivo comunitário.

A Comissão Europeia fez também saber esta quinta-feira que pediu à Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) para rever os dados sobre a vacina da AstraZeneca, para garantir uma "abordagem coerente e unificada" na União Europeia relativamente ao fármaco.

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