Mais de 60 concelhos de 10 distritos em perigo máximo de incêndio

Às 07:00 desta sexta-feira, mais de 700 operacionais combatiam 21 incêndios - entre fogos em curso, resolução e conclusão - em Portugal continental, com o auxílio de 216 veículos.

Mais de 60 concelhos dos distritos de Bragança, Braga, Vila Real, Guarda, Viseu, Coimbra, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro apresentam esta sexta-feira perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou também vários concelhos de todos os distritos de Portugal continental em perigo muito elevado e elevado de incêndio rural, no dia em que mantêm Bragança e Guarda sob aviso laranja e Vila Real, Viseu, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja, com aviso amarelo devido ao calor.

Segundo o Instituto, o perigo de incêndio rural vai manter-se elevado em algumas regiões do continente pelo menos até terça-feira.

O perigo de incêndio, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Às 07:00 desta sexta-feira, mais de 700 operacionais combatiam 21 incêndios - entre fogos em curso, resolução e conclusão - em Portugal continental, com o auxílio de 216 veículos.

Na quinta-feira, o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, anunciou que a situação de alerta devido aos incêndios florestais terminou.

Segundo o ministro, para esta decisão foi tida em conta a baixa média da temperatura entre cinco e 10 graus e o aumento da humidade entre 10% e 20% e depois de ouvidos também os ministros da Defesa, Ambiente, Agricultura, Saúde, ANEPC e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais.

José Luís Carneiro explicou que a partir de agora as restrições passam a ter um caráter regional e de acordo com a classificação de perigo de incêndio rural.

A situação de alerta, nível de resposta mais baixo previsto na Lei de Bases da Proteção Civil, estava em vigor em Portugal continental desde as 00:00 de segunda-feira, tendo em conta que as temperaturas baixaram, depois de o país ter estado sete dias em situação de contingência.

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